sábado, 29 de novembro de 2008

Iguana...


... E riu sem pudor quando sentiu o formigamento por todo o corpo... a sensação do bicho silvestre em andanças. A iguana nos pêlos e no dorso... deslizando nas coxas...

Prelúdio


Esse delírio que me abate
em miragens e visões
em Saaras e Oásis
tresloucadas sensações
Me chegam flavônios
em leques abanos
me varrem em transe
de ópios mundanos
Manifestações melífluas
que me embebem e me domam
Sodomizam minha alma adúltera
e minhas pernas de tão bambas
se abrem á você...
Meu delicioso vagabundo!

Meus Néctares...


Entre as minhas coxas,
escorrem os néctares mais doces
que as videiras do Olimpo.
São flores abertas
em pétalas vermelhas
que desabrocham em sua boca...

Sublimes Mãos...


Minhas mãos tão mornas e pequenas
- Te tocas inocentes como leigas -
Comungando na prece acesa
todo o fervor e esplendor
fazendo-te todo endurecer...
- Um falo tão febril e majestoso -
E se abate em minha destreza...
São mãos seculares e singelas
por onde escorrem as seivas
fluidificadas de prazeres e sanhas
- Que em devaneios proféticos
adentra-te em toques insanos...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sordidez...


- E no gritante de suas águas
o mistério das adagas pulsantes
no fino corte escorrido... retalhado e preciso
em diáfanos entrecortantes...
Assim... me esvaindo
em sangues e papoulas nuas
Um vício... uma fonte escarlate...
Uma língua derramando
todos os cios e todos os ópios
Pingando luxúrias
em todos os vagabundos...
E, nas suas águas, ainda sinto
o olor de todas as fêmeas que por ti, se abriram...
E me impregnam o seios, os bicos intumescidos e os meios
Misturam-se à minha seiva translúcida
e você degusta... bebe e sorve...
Espalha o hálito em teus devaneios mais vulgares
e sacia nos meus pêlos toda a sua insanidade...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Santa e Safada


Sempre úmida, semeia tesão
Desperta nos machos vontades
Investe tamanha implosão...
Se mostra menina... Mulher
Os gumes que enlouquecem
E causam prazer...
Estancam dores, tal qual torniquetes
Fantasias se rasgam, florescem e despertam
Cios de colombinas
Vontades de Arlequins
Tupiniquins
Tribos indígenas...
Entre ardências constantes
Transveste na puta e na santa
Onde a reza é a primícia
De desejos e sambas
A candura da mais pura luxúria
O demo em forma de gente
A santa de véus esvoaçantes
O trigo...
O limo
A lama
A mistura de ingredientes picantes...

Uma orgia alucinante...

Homem dos meus desejos...


Realizo-me em ti. Te dispo em minhas mãos serenas e mornas. Te levo ao êxtase da águia em pleno vôo... solto em abismos pelo teu corpo nu, corpo de santo e pecador. E na oratória mais pura, eu ajoelho no teu altar em mantras e rezas profanas... Homem de vícios e ópios. O cânhamo que ostenta as minhas partes... meu racho, meus meios, minhas nesgas... Leve-me com você e embaralhe nossas pernas, nossas coxas... Rocemos os nossos pelos... pentelhos... Homem-lobo-bruxo... meu oráculo mais tesudo. Te uso e abuso... me lambuzo e me esfrego... Você é a minha insensatez mais mundana. Doidivanas! Lindo, traz o lindo e me detenha... me tome nos braços, me beberique na boca, me lamba a saliva suada de menina vadia. Sou TUA! Sempre fui. Tua deusa, tua tara, teu desejo sem frescuras... Tua bandida e atrevida. A que te bebe na tasca dura, a que te sangra nas coxas e depois lambe dengosa e cheia de manhas... Bruxo mais lindo. Sou muitas mas apenas uma... A sua fêmea exposta. Lamba!

domingo, 23 de novembro de 2008

CLÍMAX...


Na macia seda rosa

deixar esse terrível tédio,

e masturbar esse macio corpo.

Temperar esse delicioso leito.

INSINUAR...

PRELUDIAR...

Improvisar olhares no espelho,

derramar o visgo no amassado lençol.

Pintar Mona Lisa numa tela lisa

Tatuar um cavalo alado

Sulcar um tirano vulgar...

Ele, o meu sol...


Ele é como um lume. Como um deus sol esquentando tudo. E num lamber lânguido, espreguiça-se sobre as fêmeas desnudas. Lambe-lhes os seios bicudos, os grelos pontiagudos, os rachos navalhados. Embrenha-se sobre todas elas. Fodê-las, o torna mais radioso... brilhoso... espetaculoso... inferno quente! Ejacula seus raios leitosos... foda jorrada. Foda de lava. Vulcão! Vai tatuando bundas em labaredas de gozo... gozo... prazer ondulatório do pau. Estremece! Queima! Aton fervoroso. Sem decoro. Safado! E elas, mais vadias e putas do que nunca, se mostram... se abrem... se roçam... se arreganham... masturbam o Inca tarado. Siriricam com o cetro infiltrado. E ele, astuto e pra lá de puto, sacerdote com dotes esplendorosos, cede o cabeçote muito mais avermelhado... à mercê... sempre. Depois da vil vadiagem, mergulha por entre as coxas das Oceânidas sentindo todo o odor do sexo molhado. Fêmeas no cio lavado... escorrendo gozo por todos os lados. E no horizonte, o pau inda goteja... e goza... na destreza gostosa de Quilla, a tocar-lhe a punheta mais linda e aloprada. Goza pra lua... uiva... geme... treme o cacete irado.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Minhas coxas...


Minhas coxas separam-se
se abrem efusivas
se mostram ingênuas
crianças indefesas...
Saltam de mãos dadas
traquinas...
Implodem os mastros
esfregam vadias...
Lambuzam as caras
misturam o tempero
lascivas...
Se juntam
concubinas...
Putas de alcovas
lobas no cio...
Trepam nos machos
enfiam... injetam...
E mais expostas
Sodomizam...

Ingênuas.

Lembranças...


Andou por algum tempo perto dos pés da cama, depois foi para o benheiro, fechou a porta e abriu o chuveiro. A água tépida amaciava as suas rijas e suculentas carnes, onde gotas translúcidas e oferecidas, deleitavam-se estapeando os seus lindos bicos túrgidos e rígidos como setas. Sensações deliciosas percorriam pelo seu ensaboado corpo... contrações no corte e nos grandes lábios... tesão. Sentiu todo o estremecer do ventre... enfiou os dedos na divisão do sexo, manuseou o clitóris fazendo movimentos de ciranda. Apertou-o na pressão da palma da mão. Amassou... gemeu... proferiu os palavrões mais vulgares, mais baixos. Passeou com a língua nos lábios, mordeu-os... sangrou... sorveu... lembrou-se daquela noite em que perdeu a virgindade com os dedos dele. Murmurou em transe... no martírio do auge, introduziu o chuveirinho dentro do rasgo... gozou bem quentinho...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Providência Divina


Meu corpo entorna
Em bocas despudoradas e insanas
Jorra por entre as línguas
Esvaindo-se pelas bordas
E você se retorce
Me excomungando
Profetizando que sou impura
Mas logo se redime
Querendo a minha curra

Entre...


O meu templo está aberto.
Entre e fique à vontade
sirva-se dos manjares
e dos frutos adocicados
Lambuze-se e se espalhe.
Mele toda a face
e encharque os dedos
Lamba a polpa e sinta
a textura...
É macia e lisa
com gosto de lascívia...

Dentro de mim...


Dentro de mim mora uma puta
que se deita nas letras
morrendo de gozos...
E, nesse lance gostoso,
as letras me invadem
feito a flecha do Cupido
em cima do meu corpo
fazendo-me em fluídos...
Escorrem-me pelo dorso
e ainda por cima, crio o poema mais lírico
vestido de lingerie...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Tudo é puro para os puros...


O padre ordenou-lhe que virasse de bruços. Ela, prontamente submissa e santa, obedeceu-lhe. Empinou bem a bunda e arreganhou as pernas. Mostrou aquela boca vertical sensual e carnuda. O clérigo, enaltecido, logo a adentrara com a língua célere. E em transe, transgredia as leis divinas. Cólera! O júbilo viera daquele inferno. Um caldo incisivo e vertiginoso. Um sumo quente queimara-lhe toda a língua.

O hábito...


Contorcia-se por entre os lençóis

pensando na homilia do padre

gozou umedecendo toda a cama...

Alisou a extensão do corte

como se lâminas retalhassem

a gana da rasgada santidade!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sentidos Aflorados...


A nona hora soara. E tantas outras sem pressa.

Me veio de língua
queria sentir
o gosto
o sabor.
Queria sentir o olor
do corpo
do sexo
da boca
dos cabelos revoltos...
dos pentelhos molhados...
Queria muito.
Consenti.
Exalei no resfolegar
e encharquei a sua boca
num gozo profundo...
Sentiu?

Livre Arbítrio


Sou feita de pecado
carne viva e saltérios.
Orações impuras e singelas
Santa velada de alcova.
Sou a tentação da Galiléia,
dos monges e dos mosteiros
Dos plebeus e das donzelas.
Fui concebida no vinho
da mais valiosa videira.
E nas bebedeiras de Baco,
fui a mais puta das rameiras.

sábado, 15 de novembro de 2008

Será isso poesia?


Cabelos molhados e escorridos
cheirando à chuva fina e trançada...
Pele eriçada e viçosa
na andarilha graciosa...
Águas escorregadias
leves e finas...
Molhando a camiseta colada...
Respingos no rosto
e o beijo de língua...
Lambendo as gotículas libertinas...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Vem, finca e entorna...


Me atola gostoso esse pau

deixa eu sentir esse facho

no traço do racho,

no corte da greta,

essa chama em lavas

escorrendo do grosso.

Do talo ao pescoço

esse leite... essa nata...

Que eu bebo bem quente

rente à xota,

frente as tetas...

O colosso de Príapo.

Mostra esse lance

de jorrar profundo...

No cu e nas ancas.

Esse frenesi que me encanta

e me deixa mais puta,

mais safada,

mais tarada

Querendo o tronco

de qualquer jeito e maneira,

fazendo lambuzeira...

Derretendo o sacana

na minha cara e

na minha xana...

Vem que eu tô nervosa

querendo fincar

o bicho bem duro

no meu rabo gostoso...

na minha vadia peluda...

na minha boca sedenta...

Vem, finca e entorna...

Fome da tua dura!


Sou gulosa.
Eu quero tudo no fundo...

profuso
intruso
no uso

Tenho fome e sede
gula de boca...

na frente
atrás
de enviés
rente
beirada

Daquele mastro valente!

que fode
enfia e implode
jorra lava
incandescente
indecente...

Que me sacia e reacende

a cava
o furo
o canyon
rachadura...

EXPELE!...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ele chega como bicho esfaimado...


Percorre o meu corpo em vertigens
explorando cada parte.
Me crucifica com a língua
sorvendo lentamente minhas fissuras...
E sem dó, nem piedade,
rompe as minhas entranhas
num frenesi torturante.
A fome, é a sua angústia premente.
O desespero da gula viciosa!
Me sinto a sua presa subjugada
e saboreada em preces vãs...
Viro glorioso ofertório
e sacio a sua fome pagã...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

E então, tá a fim de sacanagem?


Gato grego
Agita
crepita nas coxas...
Olha pra dentro do decote
e levita...
Instiga a Íris
Me sarra gostoso...
Me chama de gata
Me arrocha...
Encosta e sente o volume
na frente
Meu capô de fusca...
Meu triângulo de ponta.
Ponta de sal
ponta de lança
Lança mão do pau e se toca...
Um banjo?
Uma cuíca?
Qualquer arranjo...

Aprendiz... Meretriz...


Sou discípula e aprendiz. Meretriz do teu pau que levanta em prontidão batento continência à minha boca... à minha bunda... A hábil destreza de uma dama... de uma ama. Serviçal da chama. Do chamado envolvente... latente... O impulso do leite febril e majestoso na língua da menina carente.No cu da mulher indecente. Vênus-concubina. Prostituta do cais. Da marujada indefesa onde os ensinamentos foram aceitos pela anja. Endossado pela diaba insana. Aquela que aprende a lição esperta onde a secreta seita aceita todos os cacetes e todas as picas majestosas. E você, o escriba puto e ordinário que me sustenta, atenta na subversiva lasciva e incita a leiga que de tão idolatrada te punheta e te consagra.

Teu corpo...


Às apalpadelas... percorro-te todo. Varro-te em minúcias... sinto cada parte do teu mágico corpo. Sedutor e rude. Apolo desnudo. Musculoso, me injeta... incita, realiza minha vontade. Vontade de sorvê-lo, ter o gosto do doce e do amargo. Âmago. Principício do abismo... centro do meu universo. Quedas de suspiros... tesão. Toque de línguas... bocas em furtos... tentação. Te engulo. Te chupo. Envolvo o teu demônio em riste... atemorizando o meu cio. Inferno do racho. A minha ferida já sangra em desvario... esvai-se em desalinho. Dor pertinente. Agonizo... Esse corpo que me rende e me acende em doidas vertigens. Fico tonta, me embriago na porra gostosa... leite vicioso invade a minha boca que grita pelo bandido. Atrevido. Esse delicioso corpo que cheira à pecado e a malícia. Ordinário. Fico mansa quando bebo... engulo e sinto o caldo deslizando...na minha boca, na minha língua, na minha xota...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Dentro de mim mora um Hefestos...


Sou escrava da tua vara. Tua peia que incendeia, queima e abrasa... estupenda fenda escorre lava. Jatos de Hefestos feto. "Sêmen in nato". Já no útero, inflamava entranhas... plasma, cataplasma, emplastro... Tua seiva fortifica, me deixa forte e linda... deusa Monalisa na tela do teu pincel... pincela o corte... o risco traçado à sorte. A linha vertical no horizonte... minha boca vermelha da língua do fogo. Língua do Anjo toca, lambe... umidade que entorna em cascatas... mas nunca apaga o fogo de Vulcano. Fogo no rabo, fogo na greta. Fogo no corpo sem a burca e o véu da santa. Sem a luva e meia-liga da puta. Nua... só querendo o vermelho da lenha... a brasa... as cinzas do amanhã que repousarão nos bicos... nas tetas duras... na buceta em chamas...

domingo, 9 de novembro de 2008

Bebo o teu gozo...


O cheiro dele me entesa
- Louca me toco enfurecida
suspiro o suspiro mais longo...
Me vejo sem freio...
Tateio os seios
e espalho a saliva
Arqueio as ancas
e me movimento...
- Roço louca o travesseiro
ergo os quadris em meneios...
Rompo em devaneios
estalo as ancas
e vergas me serpenteiam...
Vermelhidão em linhas...
Do meu sexo, as águas...
O escorrer do frêmito desejo
Minha boca resseca
e do gozo eu bebo...
Como se fosse o teu...

Fantasia dos Bicos


Arrepio nos seios
uma lira eólia toca
nos bicos proeminentes...
Sustento esse vício
Me dou nesse cio
nesse tocar leve
de um hino ou ode
aos meus bicos eretos...
Um roçar de dedos divinos
um soluçar pungente
de um amor lacerante.
Bicos bacantes se excitam...

Afrodite Nua...


Que a tua luz seja diáfana e
me transpasse
latente e dançante.
Sobreponha-me
e me domine
em teu corpo de lume...
Que me venham as luzes,
quero a lux!
E o contágio das pérolas
em meu pescoço de marfim...
Ebúrnea derme
que te clama em altares.
E que tua pena seja o açoite
em minhas coxas
e meus seios pontudos.
Declame teus versos,
entoe teu verbo divino e
cante o teu canto eterno.
Vaza-me tuas preces
como um monge e sacerdote.
Tenha-me em teus braços
a escultura mais pura e casta...
Entorna-me todos os teus
sóis e tuas luas e
faça-me tua sanha predileta.
Engravida-me na prenhez da tua boca
e lamba-me até desfalecer-me
e tornar-me mulher-amante...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

SORDIDEZ!


- E no gritante de suas águas
o mistério das adagas pulsantes
no fino corte escorrido... retalhado e preciso
em diáfanos entrecortantes...
Assim... me esvaindo
em sangues e papoulas nuas
Um vício... uma fonte escarlate...
Uma língua derramando
todos os cios e todos os ópios
Pingando luxúrias
em todos os vagabundos...
E, nas suas águas, ainda sinto
o olor de todas as fêmeas que por ti, se abriram...
E me impregnam o seios, os bicos intumescidos e os meios
Misturam-se à minha seiva translúcida
e você degusta... bebe e sorve...
Espalha o hálito em teus devaneios mais vulgares
e sacia nos meus pelos toda a sua insanidade...

Você sempre foi vadio...


Vem...
Traz o lance do gozo gostoso
remexe no corte
faz o cortejo
Declame o poema da sorte
do grelo roçado
no pau atrelado
Vem...
Me fale de prazeres
cunilínguas e deleites
Mama na teta
escorre no duro
lindo e tesudo
me chame pra luta
pro aliso na gruta
Me molhe de putarias
língua lasciva
Fale baixinho... sussurre bem puto
Que daqui fico louca
e entro em transe
Vem...
Liga e faz a intriga
me chama de vadia e me
diz que ta molhadinho...
Você sempre foi vadio
desperta a libido
de meretrizes e bebezinhas...
Vem...
faz novamente do jeitinho que a gente sente...
Do gozo escorrido
com gosto da tua pica e da minha xota...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Toda Pura!



Fui concebida em altares castos
Donde vícios e amores gozavam
Aos olhos de santos profanos
Beleza divina formara!
Virgem
Menina
Anja
Manchada com nódoa e com sangue...
A ovelha não fora imolada...

Sentir Você...


Toda cristalina de gozo...
saliva
toró híbrido
chuva fina...
Na lembrança de você...
do teu gosto
do teu dorso
do teu corpo nu...
Fetiche puto e vadio...
feiticeiro
bruxo
alquimista
mago
O desenfrear da minha saudade...
sem limites
sem pudores
sem vergonha
peçonha
erva-daninha
droga alucinógena
Você...
Minha fúria
meu tesão
coração na mão
rasgado e transfixado
no sangue derramado...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mundano...


Ele peca como quem lambe o copo do vinho místico. Passa a língua por entre os lábios e mostra o quanto o céu e o inferno são íntimos num mesmo corpo.

Ele é a guerra desenfreada
O estopim...
A arma em riste apontada...
Atira à esmo
ferindo todas
abrindo os cortes
sangrando bocas.
Ele pune sem piedade.
Detona as cavidades
Arromba
Perfura
Tomba milhares...
Faz brotar rachaduras
fissuras descobertas
Abertas...
Faz do sacro
o mais profano.
O mais torto
O mais relaxado...
Mostra a fúria enlevada
por entre as coxas
o serrote que massacra...
As moças puras
As plebéias ingênuas
As mulheres castas
As santas virtuosas
E todas elas rezam na sua vara.