domingo, 9 de novembro de 2008

Afrodite Nua...


Que a tua luz seja diáfana e
me transpasse
latente e dançante.
Sobreponha-me
e me domine
em teu corpo de lume...
Que me venham as luzes,
quero a lux!
E o contágio das pérolas
em meu pescoço de marfim...
Ebúrnea derme
que te clama em altares.
E que tua pena seja o açoite
em minhas coxas
e meus seios pontudos.
Declame teus versos,
entoe teu verbo divino e
cante o teu canto eterno.
Vaza-me tuas preces
como um monge e sacerdote.
Tenha-me em teus braços
a escultura mais pura e casta...
Entorna-me todos os teus
sóis e tuas luas e
faça-me tua sanha predileta.
Engravida-me na prenhez da tua boca
e lamba-me até desfalecer-me
e tornar-me mulher-amante...

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