segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mundano...


Ele peca como quem lambe o copo do vinho místico. Passa a língua por entre os lábios e mostra o quanto o céu e o inferno são íntimos num mesmo corpo.

Ele é a guerra desenfreada
O estopim...
A arma em riste apontada...
Atira à esmo
ferindo todas
abrindo os cortes
sangrando bocas.
Ele pune sem piedade.
Detona as cavidades
Arromba
Perfura
Tomba milhares...
Faz brotar rachaduras
fissuras descobertas
Abertas...
Faz do sacro
o mais profano.
O mais torto
O mais relaxado...
Mostra a fúria enlevada
por entre as coxas
o serrote que massacra...
As moças puras
As plebéias ingênuas
As mulheres castas
As santas virtuosas
E todas elas rezam na sua vara.

2 comentários:

Anônimo disse...

TE QUERO HOJE ESEMPRE.
VOCE É UMA ESCRITORA DE TALENTO ACIMA DO COMUM E NAO SE DEU CONTA.
JA DEVERIA TER AO MENOS UM LIVRO PUBLICADO.
PARABENS PELO BLOG
BEIJOS
E.T. POSSO POSTAR UM CONTO AQUI?

Metalwizard disse...

Tua escrita é maravilhosa e majestosa. Prende, encanta e seduzri quem a lê. Perfeita! Extremamente bela. Beijos.