sábado, 27 de dezembro de 2008

Fantasia dos Bicos


Teus mamilos perfeitos

são doces relevos

que a minha língua lambe

em levitações de salivas

que escorrem em doses

de um gloss desmanchado

da cor do pecado mesclando

ao seu túrgido marrom...

Delícia de pinos afrodisíacos

que pairam na língua

em coito com a boca

que suga afoita teus doces afãs...

Tua boca também se entreabre

buscando os meus bem eriçados

e suga-os em alternadas lambidas

com língua aflita e boca pagã...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Perdoa-me!


Perdão se me comporto dessa forma...
Minha boca se entreabre na febre terçã
Minhas coxas se roçam ansiosas
e se melam em rodopios loucos
Minhas mãos me tecem peregrinas
em doses homeopáticas
sentindo a maciez do seu corpo...
Minha tez ruboriza e queima feito fogo
Abrasa em quenturas lascivas...
Meus dedos se tocam em minha língua
só para o gosto que de ti emana...
Minha pele arrepia sentindo os seus pêlos por cima...
Perdão se me comporto dessa forma...
É que mesmo na lounjura você me inflama!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Teus dedos em mim


Desse profano escorrer de cios
mergulhas os dedos cruéis
em fantasias de Priapo
Gemidos ecoam no ar
Na pele a gotejar
de salgados suores...
Parecem mares em desvarios
Quebram sem tino
encontram-se em ninhos
E, dos pêlos, ainda molhados,
voam-se gritos embaralhados e
Prazeres infindos
de teus dedos a me tingirem...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PORRE...




E das vezes que me tomaste...
aos furtivos goles... bebericos vadios
Escorregava ofegante na borda do vício...
Porre de língua bacante... extasiante...
Tua boca sempre aberta engolindo o sumo quente...
Os peixes de jade sem pudores e sem pejos
na gosma mais delirante... na seiva transparente... sobrenadavam... excitantes.
Lindo demônio e anjo
Trazes o cálice para ofertar-me em lanhos
Vinho suave
Vinho rascante
O sal... o doce...
Mistura de entranhas em alvoroços...



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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

TREMORES...


Sentiu no corpo uma certa eletricidade. Um tremor entre as coxas. Um suspiro. Deslizou as mãos nos mamilos e reparou no seu piercing, uma pedrinha suada. Tocou de leve nos bicos e percebeu que os aflorados estavam túrgidos com o balançar daquele ornato. Acaricio-os de um modo que o gozo veio em penetrantes gretas de uma seiva viscosa. Parecia um gostoso cunilíngua... sensação deliciosa.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Uma viciada!




Ainda que sóbria,

Não me abstenho.

Me dou aos goles

E deixo sorver-me...

Fêmea


Rosnava como as feras acuadas. Mostrava-se em delírios e transes. Um corpo, um relance nas matas. As nesgas entreabertas nos suores. O medo. Sabia que aquela lança era pro abate. Embate. E veio sorrateira, pontuda e rombuda. A lança na pajelança daquele corpo de fêmea esplendorosa, aborígene e selvagem. Estremeceu na base, se contorceu. Ela veio certeira e forte. E arremeteu! A fêmea sentiu a dor profunda. No fundo. Dentro das carnes expostas. Fechou os olhos lançando a mão para ver o tamanho da ponta, a grossura e a textura daquela que seria a sua jura. Gritou com os olhos marejados na dor imposta, mas no fundo sentia o prazer daquela volúpia. Uma fera indócil tornara-se domesticada pela lança mais atirada.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Mânia


Rasga a minha carne
na lâmina fria
Um ícone altivo
um falo
um Priapo...
Rasgda a flor
e todo o mistério
Um cálido desejo
em pétalas abertas...
Rasga, pois, a gárgula
antes que a boca
infame se abra...
a tantas outras
ébrias de luxúrias...
Rasga a minha pele
ebúrnea...
Rasga toda a minha injúria
toda a minha loucura e
mânia...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Todas elas...


Sou tudo o que você quiser
que eu seja
a outra
a louca
a puta
a santa
Sou todas em você.
Escolhe...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

À mercê...


Fiquei de bruços esperando...

Uma dependência servil
uma teima vadia
uma cisma...
Arqueando o corpo
e fazendo a dança...
Dança da chuva
dança dos ventos
dança Hindu
Dança da cobra...
Serpenteando
em ondulações profanas...
Na reza solene
me fiz de santa...
Encharquei a seda
embebi os lençóis
marquei a colcha
Transmutei na loba
Uivei aos ares
Te gritei insana...

Molhadeira...


Na dança das águas, as
Ondinas loucas
te molham
Como a minha boca
escorrente de gozos...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pudores...


Te falo de cios,
arrepios...
E escondo os dedos
que gotejam em
calafrios...

Tesão


Vem e enfeitiça
me vira a cabeça
Mostra esse lindo
faz pajelança
Dança com a tora
o tóten em riste
Me enamora
num flerte inocente
Se mostre todo
Se toque ávido
diga que sou tua loba
a fêmea que uiva
em alcovas e lamas...
me chama de lisa
de Mona e sacana
Morda e coma
em coma o derrame
Me dê o teu grosso
o caldo vertente
e me cole nos dentes
até que esmoreça
todo o meu transe...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Química...


Meu corpo
lânguido e
largado
sob os lençóis...
lembrando
dos suores e sais
que juntos
destilamos...

Me venhas...


Toma-me e prova-me
do doce e do sal
Traga-me em sabores
resfolegue e suspire
Respire bem profundo
bem no fundo do lago
onde os peixes de jade
saciam a fome...
Me invada com a língua
como os cavalos da Grécia,
O sumo e a seiva
da sede inata... o alimento
Antes que o escarlate
da adaga me chegue em tormentas
como se eu fosse a única Madalena...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Cios...


Corpos nus...
Deleitam-se em sumos quentes...
Um escorrer fremente...
Cálido
Torpe
Caliente
Corpos em retalhos...
Carnes quentes
pressentem os dentes
nas bocas semi-nuas
Um escorrer da baba...
Um lírio aberto sem decoro
um choro prazeroso...
Um gume esplendoroso
Teu dorso
meus seios
Arrepios e cios
um colosso!

Calafrios...


- Lubrifica-me as costas de suores -
De mares agitados em salácias...
Língua de maré andarilha
fazendo trilha pelo meu dorso...
Nos espaldares um alvoroço
em deságües e êxtases mais loucos
Teu cheiro selvagem de mares bravios
me incendeia
me deixa sem siso
Me vem um calafrio...
Como se as facas gotejassem orgasmos
Teu corpo sobre o meu... Fincando-me...
Me alucina... me perverte... me contamina...
Teu cheiro se alastra no meu olor de fêmea
Fascina... Incita...
Me penetra e me alicia...
Enlouqueço...
Me deixa mais lânguida e esmoreço...
- Lambe novamente...
Meu molejo mais fremente

E escorra-me em sorveres...

Pensamento-Ave


Ainda que o gozo escorra sobre o papel...


Meu pensamento é ave, voa em altares... enleva a prece. Apressa-se de encontro aos meus anseios. Subjuga-me. Prostra-me. Emudeço. O vento já canta em meus cabelos esvoaçantes... uiva altivo e ressoante... majestosa noite. Frio cortante... serenando pirilampos... luz... linda Selene sem candeeiro jogada aos céus... Os mares batem de encontro as rochas. Estrondo... lamento... embriagando-me... torpe, beberico as ondas... me arrepio... congelo. Estática fico. Pensamento-ave... Orion me vê, me sente, me acarinha... aconchegante. Proteção de Pégasus... cavaleiro andante. Galopa minhas ancas febris... meus quadris largos... as gotas despontam céleres... o gozo na comunhão dos que blasfemam. Abençoando-nos. A aurora do meu corpo já desperta. Inflama como flechas vivas... calhandra música sonora. Sol candente amorna-me a alma. Acalma... nas cordas do alaúde, ainda invento orgasmos... numa pauta... numa linha tão vagabunda quanto a folha amassada em que eu gozo... palavras que me enlanguescem...

Chovendo na pele...


Dos bicos dos seios desprendem-se as gotas da chuva. Cambaleantes e trôpegas, desfilam bambas na pele eriçada. Lambem os poros degustando todo o tremor, êxtase e prazer... É como um bicho vivo de mil labaredas. É como a serpente em rastejosos desejos. O enlace... O sentir mais aguçado da fêmea. É como a pérola de Ofir valsando nos pêlos... no sexo molhado, a tessitura dos dedos. E quando a chuva cessa, ainda assim, sinto a sua língua saboreando a minha seiva. E ofegante, repouso aninhada na palma da mão.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Primitiva


A lâmina sabotada

crepita no meu

corpo caliente,

incita o meu instinto.

Selvagemente Píton...

Sou a víbora da tua boca

me enrosco nas tuas pernas e

no teu corpo de homem,

incendeio as tuas partes.

Teu mastro é a minha insígnea...

Meu sumo-sacerdote,

latifundiário do meu vale.

Cadencie os meus quadris...

Esgote os meus suspiros...

Redobre os meus prazeres...

Sou a tua vagabunda

ENCANTADORAMENTE

puta e...

LIRICAMENTE

santa...

Mas, te envio com carinho,

os versos lapidados

que formulei numa noite

de corpos retesados...

GOMENASAI.

Sentindo você...


Brinco nos dedos
feito menina
vadia
de sina
de lida
de esquina...
Toda cristalina de gozo
saliva
toró híbrido
chuva fina...
Na lembrança de você
do teu gosto
do teu dorso
do teu corpo nu...
Fetiche puto e vadio
feiticeiro
bruxo
alquimista
mago
O desenfrear da minha saudade
sem limites
sem pudores
sem vergonha
peçonha
erva-daninha
droga alucinógena
Você...
Minha fúria
meu tesão
coração na mão
rasgado e transfixado
no sangue derramado...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Meu Dom...


- Chupa-me amor, os seios rijos de tesão...
Lamba-me meu amo, os sulcos em vertigens
- São líquidos ensandecidos por ti -
Sorva-me meu dom, são olores consagrados
na pele avermelhada e desejosa de ti...
- Sinta-me em toques dedilhados -
São lírios abertos imaculados pra ti...
- Espanca-me meu homem em alcovas vadias -
E na lama me ama na mais pura orgia...
Pois sei que gostas da sua escrava vadia!

Aprazeres...


E todas as vezes que te gritei
pendia um eco
um calafrio
um arrepio...
Um punhal se esvaia
fincava-me em desvario
Gozava-me em desalinho...
Furava-me a carne já avermelhada
das estocadas sem dó nem piedade...
O escarlate vivo a escorrer-me
empoçando-me os veios dilacerados...
- Uma deusa nua à procura
de um deus vagabundo e inveterado -

FÉRTIL...


Me abro e fertilizo...

Mancho o mundo
Com a minha nódoa
Desperto os machos
Pra todas as fodas
Eu salivo... mostro cio...
Me arreganho e me arrepio
Meu gozo escorre
Por entre as coxas
Fertilizando lírios e lótus
Concebendo papoulas
Que inebriam
Corpos e criaturas
Anjos, Eros e Afrodites
A embriaguez que alimenta
Trôpegos sentidos
Sustendo...

Entrelaces...


- Quisera ser tua santa e tua puta -
A mais louca que se abre e se entrega
- Entre rezas e orações mais singelas
- Tangendo a vadia... no entreabrir-se mais!
Tua anja mostrando como se faz...
- Um beijo, um enrosco, um roçar mais gostoso...
- Minhas asas em pleno vôo pelo teu corpo.
Meus bicos em transe na tua boca... esfrega!
- Ondas e calores... suores e sais...
Nosso gozo santificado em pátenas e alcovas
- Varando as madrugadas na doce entrega...
Entrelaces de carícias, gemidos e muitos ais...
- Teu gozo... nossa foda... me apraz!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Entranhado...


- E quando bebi da tua fonte
senti o hálito das marés mais agitadas.
Como se as Náiades gozassem
nas coxas molhadas de Netuno.
Tatuei a minha pele
deixando rastros... deitando sumos...
Com os dedos amornados no delicioso toque...
O sentido mais aguçado
extasiado... descontrolado... impertinente...
E a viscosiadde escorreu lisonjeira
misturada com o teu derrame
sobre o meu corpo desnudo e quente
E da minha boca semi-aberta... o transe...
de um silêncio tão gritante
Teu gosto na minha língua...
A minha insígnia... a minha parte...

Alquimia...


Orvalhos e serenos
em alquímicas salivas...
No beijo teu, a minha língua
num oásis quase ingênuo...
Em finas sedas que deslizam
em minhas coxas entreabertas
esperando pelas tuas...
grossas, másculas, rústicas...
E de oníricas ondas nuas,
o Saara treme em dunas
na prenhez de nossos dias...
Pura fantasia! ...

VÊNUS


Manto diáfano
sombras da tez...
Corpo de alabastro
Mármore ela se fez...
estátua divina... pura
Inviolável musa.
Branca como a lua
Nevando por entre os dedos...
Gotas de sedução.
Branca-menina-nua...

Líquidos


Do meu arquipélago eu sei. Eu sinto todas as ilhas banhando-me. As línguas, áspides serpentes... rastejam implorando a minha gruta mais aberta, o meu canal estreito, os meus cumes em vértice no ápice do fluxo mais intenso... o meu gozo nas fendas enxurradas. A água da minha fonte mais profana... o líquido desvairado.

GOZO...


Uma gota esvai-se lentamente... escorre... contorna a fêmea. Emoldura os seios bicudos... Lambe o sexo-fissura... o desenho do corte... a pintura. Treme nas coxas roliças... embaraça os fios dourados... sente... cai em vertiginosa queda pelo dorso. Dorso de gata... languidez maliciosa... tez vermelha... se toca. Morde os dedos melados. Chupa... sente o cheiro da ânsia... do gozo em prelúdio... gostoso... suave feito pluma. Ave... Fênix voa... levita... crepita... e goza... Ressuscita a Ave cheia de graça.

Altar-Mor


Teu gozo em papiros
desenho do êxtase em transe
que no corpo da deusa tatuas...
Embebida em dores lascivas
na casta vigília de um des AMOR!
Loucura em chamas
arquétipo vulcânico...
E entre céus e infernos,
desatina o choro
com o teu gozo espalhado em altares
marcando outras carnes...
marcando outros vãos...
Prostam-se então encantos
tantos...
Que em outros corpos sedentos
tu possuis. Invades sem licença,
sem temores ou distrações
ações...
E a deusa escorre pelo teu corpo
como a áspide de língua visceral
te secando os orgasmos mundanos.
Mas te injetando todo o veneno
do amor... mais puro e soberano
esperando sempre pela inquisição...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Dedos amantes...


Dedos amantes nunca me traem
Sabem de mim e dos meus ais
Me tocam com gosto em todos os pontos
Instigam ofegantes e sem alardes
Remexem na fenda e sentem o racho
Melado e viscoso... doce entalho...
Que me escorre em cascatas
Me tatuando por entre as coxas...

Gozando...


Gozo, gozo muito. E na intensidade dos teus dedos, eu me lambuzo... Sei que o paraíso é o teu ouriço em minha pele, minha derme... epiderme. Perco o tino, o siso, me deixas gostosa e atrevida. Bandido! Deliro nas asas do condor, em pleno êxtase e flama... o declínio é tão logo sentido por entre as coxas... alçando vôo em teus dedos de novo...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Derramando...


Escoei...

Suava em bicas quando te via. Sorria em desfiladeiro... caia.

Adormecia em berços...

Embalada pela Vênus nua.

Encantava-me na tua...

Língua de mel...

Língua dura...

Língua de fel...

Sofria.

Deslizei por caminhos tortos

Sinuosos descaminhos...

Voltei
Retornei

Pela trilhas...

ESTANQUE...


Mãos que choram...
deslizam na silhueta
de um corpo
insinuante...
estonteante...
À procura de alento
num frenesi constante.
Arrancando
gemidos abafados
sussuros...
Ahhhh... to gozandoooo...
A cama à espreita
num sigilo
quase nulo
já entregue aos lençóis
entre choros e
soluços...

Matéria Viva


Esse vinho que me rasga a garganta
tem a aparência leitosa
Parece ácido
parece fogo
Queima o meu corpo
Eu bebo
eu sorvo
Fico trôpega
Esse vinho que me rasga o ventre
é o cálice que
me sustenta
me reanima
me domina por completo
Tem gosto de vinho caro
Desce em cascatas
e em câmara lenta
Quase me afogo.
Esse vinho que me consome
Me desatina
me atrai
me inflama
Parece o teu gozo
na minha boca...

Minha sina...


Rezo nas catedrais
com as huris em procissões
pelos chãos
pelos altares
Um sacrilégio em ondulações
Um anjo
Um demo
se confrontam em meu corpo
Saltérios sádicos
lindos lírios aflorados
deuses em comunhão
mãos em oblações
pelo teu corpo
solitário
e pelo meu
em solidão...