quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Altar-Mor


Teu gozo em papiros
desenho do êxtase em transe
que no corpo da deusa tatuas...
Embebida em dores lascivas
na casta vigília de um des AMOR!
Loucura em chamas
arquétipo vulcânico...
E entre céus e infernos,
desatina o choro
com o teu gozo espalhado em altares
marcando outras carnes...
marcando outros vãos...
Prostam-se então encantos
tantos...
Que em outros corpos sedentos
tu possuis. Invades sem licença,
sem temores ou distrações
ações...
E a deusa escorre pelo teu corpo
como a áspide de língua visceral
te secando os orgasmos mundanos.
Mas te injetando todo o veneno
do amor... mais puro e soberano
esperando sempre pela inquisição...

Um comentário:

Ricky Bar disse...

Cubo de Gelo
Era somente uma pedra singela formada por água solidificada. Mas ganhou vida quando, envolta por dedos quentes, se aproximou de um corpo semi-adormecido, num gesto de tortura de prazer.
Roçou na pele nua do pescoço e resvalou docemente pelo colo até ficar perto do mamilo rosado que se erguia contra o tecido de cetim de um babydoll em tom pérola.
Molhou o tecido rodeando o mamilo arrepiado que denunciava a excitação e seguiu caminho para o outro, deixando as auréolas visíveis pelo tecido ora transparente.
Aaahhhh…
O gemido que sai por entre os lábios.
As coxas que se apertam numa fricção de desejo.
E o cubo de gelo, agora mais pequeno, desce por entre os seios de bicos espetados e dirige-se para o centro do corpo feminino. Na passagem uma linha molhada marcada no tecido sedoso.
A paragem no umbigo.
A dúvida entre subir ou descer.
Hum…
O suspiro.
A decisão.
A subida do cubo de gelo que termina de derreter nos lábios entreabertos que aguardam a satisfação além-prazer.
E os dedos despidos do cubo de gelo que fazem deslizar as alças do babydoll e descer o tecido até aos quadris, depois pelas coxas, até ser largado no chão do quarto.
Agora, apenas o corpo e um pequeno triângulo de tecido vermelho que cobre o mais íntimo dos segredos.
Outro cubo de gelo que se derrete na pele quente, rodeando mamilos, derramando gotículas geladas sobre a pele arrepiada.
Excitada.
A alternância entre o gelo, e a boca quente que suga os mamilos, morde a carne, lambe a pele.
Aaahhhh…
Geme de novo, excitada. Desejosa de sentir o contraste por todo o corpo.
Pede. Suplica.
Ele sorri e pega noutro cubo de gelo.
Aproxima-o do monte de Vênus, ainda coberto pelo triângulo minúsculo.
Acaricia-a por cima do tecido, umedecendo-o tanto como o mel que escorre do interior do corpo dela.
Os olhos semicerrados de prazer. A boca entreaberta de desejo.
Os dedos levam a pequena pedra de gelo que resta, à carne que aguarda a sua chegada, tremendo. Introduzem-na no abrigo escaldante, fazendo-a terminar de derreter.
A pequena tanga desaparece.
Resta agora apenas o corpo de coxas entreabertas, seios apertados pelas mãos femininas em movimentos de delírio.
A boca masculina segura um cubo de gelo e aproxima-o do clítoris, acariciando com o quente-frio da boca-gelo.
E o cubo de gelo, guiado pelos lábios masculinos, introduz-se na gruta que estremece quando o sente em si.
A língua masculina fustiga a carne macia feminina. Os dentes roçam o clítoris, os dedos massageiam o corpo.
Ela não agüenta a excitação e move-se alucinadamente entre os braços masculinos.
O orgasmo aproxima-se.
Chega.