domingo, 14 de dezembro de 2008

Fêmea


Rosnava como as feras acuadas. Mostrava-se em delírios e transes. Um corpo, um relance nas matas. As nesgas entreabertas nos suores. O medo. Sabia que aquela lança era pro abate. Embate. E veio sorrateira, pontuda e rombuda. A lança na pajelança daquele corpo de fêmea esplendorosa, aborígene e selvagem. Estremeceu na base, se contorceu. Ela veio certeira e forte. E arremeteu! A fêmea sentiu a dor profunda. No fundo. Dentro das carnes expostas. Fechou os olhos lançando a mão para ver o tamanho da ponta, a grossura e a textura daquela que seria a sua jura. Gritou com os olhos marejados na dor imposta, mas no fundo sentia o prazer daquela volúpia. Uma fera indócil tornara-se domesticada pela lança mais atirada.

Um comentário:

Monday disse...

essa moça da foto aguça qualquer cálice de hormônios ...