terça-feira, 24 de novembro de 2009

Poesia Viscosa


... Translúcida gosma
aflita no dorso
pelo encaixe lacustre
do teu corpo no meu
dois em um
num único espasmo
num único orgasmo
de pele
de pelos
e
pentelhos
onde o arrepio
fez-se eco
pelos poros abertos
narinas
bocas secas
fios lúbricos
e nos meios
o
gloss escarlate
na dormência em segredos

Posted By Murmúrio

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Te seguindo meio tonta...


Quando Selene mestrua...
no lume ebúrneo do meu corpo
na lanugem que me brilha
pela saliva da sua boca
em que a rota é a linha
num d e s a l i n h o
de sedas, renda e pelos
molhando-me até os joelhos
que se abrem no calor de Helio
emanando de sua boca

e desse calor,
o mormaço
exalando num traço
a rosa toda úmida e alterada
erguendo o púbis acentuado
pela quentura do balanço
e ergo os quadris a altura
e me remexo toda...
até a cintura ficar mole...

E me viro
e me fico à toa
nos teus dedos agora
curvando-se em minhas dunas

e o calor é maior
o inferno é de Dante
num gole, num vinho rascante
derramando nas estrelas
pelas frestas do meu corpo

nesse universo tão grande.

Posted By Absinto.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DesAtinos


desmancha-me na loucura

em águas de rio solto
quedas d'águas e cascatas
como a nascente
na cabeceira da tua cama

não solte o teu urro agora
retese-me na nuca
na língua que serpenteias
com a Piton envenenada
no arrepio do meu dorso

Sinta...
sinta-me largada
nos suores dos pelos
pelas coxas desnudas
esfregando as almofadas

não, não jorre agora a tua vida
guarde-a mais um pouco
desse copo-de-leite
- planta estarrecida -
de tanto esplendor

agora deixe-me solta
flutuando com os anjos
e esbraveje aos demônios
que o vermelho que me sai
são águas escaldantes
do teu corpo que tanto amo

Absinto.

sábado, 31 de outubro de 2009

Na Ferida


rebolo pelo chão
e faço a lama
na comunhão
de tudo que me adentra
espumo pela boca
todo o gozo
assim tão louca
gritando rouca
pela fresta dolorida
de rendas rasgadas
pelo assovio do vento
que me gela
que me fita
e outro bicho me adentra
o tempo todo
assim, sem trégua

o tempo todo...
o tempo todo...


Absinto.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Como uma onda


ondulo a língua
nos teus pelos
no grelo
no pino
e na lua cheia
rasgada
de seda
e veludo
macio
sombrio
no escuro
faço como as ondas do teu rio
e
rio
e
arrepio
nos teus bicos
lisonjeiros
e
nessa tua carinha de anja
e
de demônia
que pede
repete
e
insiste
na foda
no tronco
na lua
na greta
na curra
de fazer num lampejo
nas madrugas
de janelas escancaradas
no uivo
da garganta
na pele
que goteja
teus suores
misturados aos meus
assim
como uma onda
em silêncio

Posted By Granion.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O homem que eu manipulo


vergo-me em ti
envergando-me nas carícias
que te faço
língua nua no espaço
entre o promíscuo
e o símbolo da tua virilidade
um macho se reflete...
grita
geme e
urra
e expõe a grossura que me
encanta
me extasio na ponta
e nos sulcos derramados
um ácido que me queima
e na língua o desgaste
insuportavelmente saboroso

o homem que eu degusto.


Posted By Absinto.

domingo, 20 de setembro de 2009

A falta que sinto...


e nos pelos elos de suores
quando os dois se fundiram - carne
núcleo, pólen, centro da gruta
e no caule, a seiva escorria
lisa andarilha e escorregadia

- abrindo-me, metendo-me...

com os furores dos bárbaros
pura heresia, fantasia desmedida
que me contorcia e me ascendia
e na umidade rasa expelia
todo o gozo de amor e nostalgia
pelo que fui e ainda sou

tua fêmea, tua flor, teu espanto

boca turva da gosma rouca
nos meus dedos cintilam o seu aroma

cede o feltro da língua
lambe a falta (te sinto tanto...)
e faz de mim a pegada louca
como o grito daquela noite

Posted By Vício e Dor

domingo, 13 de setembro de 2009

PÚBIS


meu púbis é tão manso...

voa em remanso
com os anjos
sobe e desce
l e n t a m e n t e ...
são dos ventos
e penhascos
v e r t i g i n o s a m e n t e ...

apoia-se nos travesseiros
assim...
debruçado

Posted By Murmúrio

domingo, 6 de setembro de 2009

Gozando ...


são de vinho
o cálice da sua boca
queda-se a minha língua
num silêncio torpe

os crisântemos
as safiras
e
os pelos
num horizonte
de delícias

quedam-me as coxas
no amasso que me vergas
avermelham-se costas e dorso

e nos montes a curva dos seus dedos
esmagando-me
e eu gemo
e te mordo

Posted By Absinto.

sábado, 29 de agosto de 2009

Teu gosto na minha boca


e a minha boca-espanto
pelo seu corpo aberto
corpo de cedro e cipreste
gemendo-me em mato
sulfato e zinco
o demo e o limo
anjo serafim - estopim de mim
bicho de seda, fera e rapé

e a minha boca-alegre
feito louca e gritante
eco-corpo-nu - extasiante!
você em mim
um querubim e uma sílfide
rogando deuses em oceanos

entornando ...
derramando ...


Posted By Murmúrio

domingo, 23 de agosto de 2009

TÊNUE ...


Num arfar lento ...

asas revoando
ventos e nortes
mata e relva
sede e riacho

num arfar de adágio ...

pés e mãos
penugem e pelos
ventres e huris
cortes e facas
lírios abertos

num arfar lânguido ...

dois lábios à beira
da boca entreaberta
a gosma e a saliva
em toques delicados
a permanente vontade
e o instinto latente

p u l s a n d o ...

num arfar lento ... adágio ... lânguido ...


Posted By Vício & Dor

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Pedidos"


pedia sorrateira
que o meu hálito passeasse
pela sua nuca em desespero

deitou-se lânguida
mostrou-me as costas
uma clareira de pelos

deixei-me ficar por uns instantes (apenas)
e (até) uns momentos deixei-me calar

pedia... pedia meiga
que a minha língua fosse o acalanto
daquelas ancas escorregadias
pelos suores de pirilampos

ela sempre pedia...

e vi os astros deitados
sobre os vãos de suas coxas
e vi a poesia embriagando-a
como se os lilases
desmaiassem de euforia

eu a recitei
ganhei o céu
e virei monja

. . .


Posted By Murmúrio.

sábado, 15 de agosto de 2009

Ele é especial


Ele chega e acontece

não mede, não pensa e só fode.

Traz no corpo a ginga,

a dança e a intriga

Ele não dá a quem o pede - (me fode?)

ele se mete e se intoca

naquelas que sentem na pele

todo o seu jeito vadio...

Ele nunca deixa na mão

o gosto da tara e do corte

ele implode, se alastra e come

e derrama o que tem de mais quente

"Quando ela abre a porta,

tudo fica mais gostoso..."

Mas, é com ele, só com ele.
(Que eu cedo toda a umidade)...


Posted By Absinto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

FETICHE


E se te vejo de frente; suo.
Pelo quente que me provocas
em altas temperaturas

e da minha pele brotam
gotículas de sais,
e das minhas coxas vazam
sudoríparas em cio
(aromas de frutas cítricas)
e da minha derme; o vício
de querer a língua no arrepio

Mania de querer coisas furtivas...

E essa vontade nunca sacia

corre o fluxo
fogem as aves (debandadas)
deságua o Nilo
e o fogo se alastra
Hefesto! Vesta sem vestes - vadia!

é o fogo por entre o racho
na pele crispada em eriços
e na flor bem regada
pelo inebriante corpo
que me retratas!

Derramando na pele nua e crua todos os fetiches...

Abandonada


Minha paixão é femêa
traz no corpo a essência
e a umidade das partes
de um lago que transborda
e a sensualidade se alastra
na porta da sua casa
mas você nunca me abre

sou mulher cheia de arrepios
um corpo gritante
e um bicho no cio
mordo, dilacero e injeto
mostro que você é o meu delírio

mas o seu mar nunca me afoga

então, sinto febre
corro riscos
mostro o eco sem o grito

corro pra cama
e me deito de mansinho
e me toco com a alma de Brahms


Posted By Murmúrio.

domingo, 9 de agosto de 2009

Apenas um Bardo


E soprou-me o vento
no templo de Atena
onde os cabelos desgrenhavam-se
pelo etéreo e eólico
num beijo transpassado
pelos lábios de Minerva

e abrimos as coxas
e roçamos os pentelhos
como se quiséssemos
os cortes ao relento
(encharcados de sereno)
aquele vento...
quele sopro...

e nos beijamos novamente
quando o pré gozo anunciava
pelos meus dentes em sua carne
e pelo seu grito de guerra

Posted By Absinto.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Um Mortal Qualquer


Acho que te julguei mal.

Julguei-te na devassidão

Não vi em tuas asas

A falta de terreno tesão

Como as palavras

Voas

E te lavras

Em loas

A anjos enfeitiçados

A homem atormentados

Em desejos endiabrados
(Mortal)



Sempre me fui casta aos homens
devassa apenas na fome
de tê-los ao meu bel-prazer
E nas asas o que me reflete é a febre
nas penas que não mais me cabem
e voo desmedida e sem prece
Mas sou-me anjo inocente
e faço promessas ao demo
querendo algum dia
um macho pra eu conter
e gritá-lo seu nome aos ventos

que me empurrem as asas então...
(Demo)

domingo, 2 de agosto de 2009

Na carne ...


... Na garganta, o visgo prende o grito .

Posted By Absinto.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Àquela que me lambe ...


Deixo que a pomba pouse
majestosa e alada
sem pejo ou vergonha

movimentando delicada
fazendo ondas sorrateiras
com os quadris de huris
na língua navalhada

Derramando na Pele Nua ...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Como No Filme


Não me prenda, Josemires,

pois atiro-te na cara

minha chance, coisa rara,

de ficar no teu momento.



Não me tolha, meu garoto,

pois esfrego-te na fuça

minha buça que soluça

por teu beijo mais sedento.



Não me cinja, meu querido,

que te agrido com meu grito

num orgasmo inaudito,

mais que entretenimento.



Não me fuce, seu safado,

não me lamba o melado

com esse jeito enviesado

que imitar às vezes tento.



Não me cubra, Josemires,

que te expulso e te acolho.

Vou olhando no teu olho

num vai-e-vem que é o meu alento.



Não me impeça, seu maldito,

o meu tapa, a minha ira

de demente que delira

quando em ti me arrebento.



Não te assustes, meu menino,

com a força do meu berro

quando te disser que quero

aumentar o movimento.



Não me aperte, meu tesouro,

quero é ser estrangulada,

quero ser arreganhada,

quero ser o teu tormento.



Nunca pare, Josemires,

ou então eu vou por cima,

vou com a minha adrenalina

sem a qual não me alimento.



Não me escute, meu fofinho,

se eu disser que tu me matas,

me flagelas e maltratas,

isso é só o que invento.



Na verdade o que desejo

é teu beijo e a tua espada

dentro de mim enfiada

pra acabar com o meu lamento.



Não me peça, seu manhoso,

pra parar, senão te bato,

te arranho ou te mato

ou te corto o instrumento



pra guardá-lo, Josemires,

dentro de mim, tão sublime,

como vi naquele filme

que roubei do esquecimento.


(ALUIZIO REZENDE, POETA DO RL).

domingo, 26 de julho de 2009

Meu Corpo-Sentido


sei que do meu ventre orvalham
serenos, pingos e gotas
estalactites que me fincam
e me deixam com o frio no dorso

sei também que me arrepio
se sinto um vento por baixo
e as coxas gemem, e os bicos empinam

e essa angústia erótica que me lambe...


Posted By Absinto.

sábado, 25 de julho de 2009

À Esse Vadio ...


Eis que de mim apenas sei...
que fui sua sem realmente o ser
como a folia e o carnaval fora de época
e a teimosia em pensar que um dia te amei.

(Me libertei!)!


Sangro como a ferida da lida
em que me abria à sua língua
uma Píton ensandecida
depositando o veneno e a sina
de ter-me sempre de pernas abertas
e as ogivas das bocas sorridentes

És o inferno

e o demo em forma de gente

o Fobos que me incita

e o riste dos seus dentes

que ainda me cerram na fenda

É cio

é vício

é sanha

e o cânhamo que ainda ostento

pelo torpor que me debilita

sem saída

e sem unguento ...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Pra Essa Égua Gostosa ...


Sinto o cio no vento que me sopra
a crina encrespa
quando a potra encosta
empina o rabo
em fios dourados
e trança as pernas
num gostoso bailado

Eu trepo
eu monto
eu sinto as ancas
e o suor escorrido no pelo
que me atiça
que me envolve

resfolego mais grosso
e relincho
bato os cascos
pancada forte
e logo aviso
que o gozo é pra ela.


Posted By Profana.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

E a poesia me jorrou por entre as pernas ...


Alastrou-me ...

e todo o corpo em movimento
copiando espaços em letras
atiradas no dorso e nos pelos
deslizando as bocas sedentas
é todo um mar dentro da fenda
e a sedução é a teia
que tece sobre o corpo - arrebentação
águas e marés violentas
quando se encontram em profusão

e é a poesia mais linda
em cada canal e poros dilatados
pelas palavras que germinam
num espaço lúbrico de sais

e elas escorrem e prendem nos pelos
fazendo-se espumas e beijos
embaralhando os fluídos
acelerando o coração em bordados
pela poesia mais quente
que ele recita ao meu lado

resta-me dizer que o espêsso é o leite
nos flancos à faca
da boca pegajosa
que não disfarça o seu poema
apenas se deita comigo e me adormece na fenda

domingo, 19 de julho de 2009

Eles são anjos ...


Os anjos me flutuam
e marcam a minha pele
com o bater de suas asas

eles rasam e sobrevoam
assim como nos crepúsculos
entre luzes e escuros
situam-se entre o meu ventre &
entre os vãos dos pombos soltos

se orientam pelos pêlos
no caminho do horizonte
onde deliram em asas brancas

na veia do punhal que estanca
no sangue virginal que jorra
salpicando as asas de Hórus

eles são anjos
e despencam sobre o meu corpo
com suas asas
querendo descortinar todo o meu mundo

num sorver de delicados fios translúcidos...


Posted By Absinto.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Delírios ...


Até que a língua tocasse o desejo
o ponto em que me inflamo
correndo o risco e o medo
de mostrar na cara o prazer me pôsto

até que os dedos fossem papiros
desenhando no meu corpo de saliva
desvendando o mistério
da flor vermelha se entreabrindo ...

inavitável me abri, mostrei e arreganhei com gosto
deixei-me úmida pelo que me escorria
não menos que a língua
mas a agonia e o frenesi

latejava pela dor
fincada até os ossos
o bicho que me mordia
- de língua e dentes ...
saboreava-me ...
e eu mais ordinária do que nunca
obedecia displicente ao meu corpo

me vi rendida enfim...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Do meu gozo


Trago os pássaros
dentro do corpo
que soltos flutuam
como os colibris
degustando pétalas
de flores rubras
em vãos lacustres
de pombas nuas
onde pingam suores
deleites e sumos
pela boca que lambe
e pelos mãos que alisam
varam as frestas
gemem em cadências
como se os suspiros
desfalecessem o mundo
. . .

Posted By Murmúrio.

domingo, 5 de julho de 2009

Teu Corpo Me Cabe


Teu corpo é vício,
é pó e morfina
quando me dói
de tanto tesão
e a vontade aumenta
e a ferida extermina

Teu corpo é lago
sereno e encrespado
nas pernas em atalho
pras minhas coxas abertas

Teu corpo é rio
e rio do lago
que em mim se faz
empoçando as águas
de um gozo apraz

Posted By Murmúrio.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Anjo


Pura?


ela é o pecado
e a vontade
é a reza e a pureza
se contorce com as velas
e dá início a sua seita
. . .

inicia-se nos movimentos
em chão liso e molhado
escorre as velas pelo dorso
e espáduas excitadas
. . .
ela é uma enguia na guia cega de doar-se ...

se doa, e doa-se à vontade...

ela arde... é iguana...
é bicho que caminha de leve e transpassa...

e o corpo acompanha
em febre e calor
implode
explode
avermelha-se
. . .

ela é um anjo de esplendor ...

(mas não tem asas) - só pelos eriçados...

se alisa na destreza,
e de mãos pequenas,
se ajeita pelo corte
com as velas derretidas
pelo calor da sua lida
. . .

agora arde a desvirginada e pura
a beldade encantada
como uma orquídea pálida
tremendo a rosa avermelhada
uma entidade...
. . .

. . . . . .

. . .

Posted By Profana.

sábado, 27 de junho de 2009

Apenas uma Mulher



Ela é uma mulher misteriosa. É isso a torna perigosa. É Esfinge e finge perniciosa. Píton de cor amarela. Transmuta na loba e na cadela. Late gostoso, pica, injeta o veneno e goza. Ela é o jogo de sedução, é dama, égua e pião, e rodopia pelos salões à revelia... safada e solta, tocando a lira de Pã. Ela é o vício da papoula, da trilha de cânhamo e pira. Ela mexe com os instintos... os mais primitivos... talvez os dos homens das cavernas. Ela grita, ela morde, ela fode como ninguém... é dama, donzela e cortesã nas horas vagas. Ela liga e se liga em perfumes distantes. Do Egito, do Mar Egeu e do Nilo. Ela é libido e lanha a lua minguante. Se toca no corte e se assanha. Ela é a dona dos horizontes, e por fim, se mostra delicada, se dá, se morde e se entrega. É o veneno escorrido da pele que se derrama. Ela é a mais santa de todas as mulheres.

Posted By Vício & Dor.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Confissões


Se tu profanas o meu templo
eu vos digo:- Vês como sou pura?
Do teu leite espesso
fiz um poema pro interno
das minhas coxas ...


e desse líquido vosso (tão viscoso)
armo a minha anágua de puta

e desse brilho que capto de vossos olhos
enfeito-me para mais tarde
arder na porta do paraíso
com outros homens
que me procuram e me trazem flores

Não sabias de tuas artimanhas,
nem de você e
nem de minhas vontades...


Posted By profana.

terça-feira, 23 de junho de 2009

(Ex abrupto) ...


Aqua ...

desliza
escorre
sinuosa
pingando

sorri em
rios

nas coxas
no ventre
nas bocas

salivando ... s a f a d a


Ad libitum ...


Posted By Murmúrio.

sábado, 20 de junho de 2009

Quando amo, fico molhada ...


Quando amo, fico molhada
na umidade mais terna
umas águas de encanto
que me descem
e contornam todo o meu corpo
quando amo, fico salgada
desses mares de Netuno
eles me chegam e me seduzem ...
fico melada quando as águas
me tateam na minha profundidade
e no âmago do meu sentimento
fico assim, bem molhada
quando amo deslizando...

Derramando na pele nua ...
.
.
.

Posted by Mumúrio

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Orgasmo da Noite


Fiquei na languidez da noite
em que a boca sugava-me toda
o triângulo espesso de Vênus
uma libra de balança e esfrega
enciumando a lua debruçada na janela
mexendo no liso do corte minguante
onde os meus dedos faziam ciranda
em desespero de estrelas cadentes

Fechei os olhos ...

Derramei na pele nua ...

sábado, 13 de junho de 2009

Proposta Indecente


Olhe e lateje

aperte a ponta

e sinta a sede

de ter-me exposta

...


Profana.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sentindo o beijo ...


"Cada vez que a lingua dele tocava a minha,
eu sentia que havia outra língua, pequenina,
dentro de mim, a latejar, a querer ser tocada também."

(Anaïs Nin)


E remexido ficou o ventre
na umidade nua dos pelos
uma enxurrada de corredeiras
sentindo no beijo o tesão mais pleno

Posted by Absinto.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Esse Profano...


Os luares que o digam
bendizem e cantam os sinos
nas catedrais...(um grito e um uivo)
a agonia do corpo em transe
onde um deus altivo
majestoso e garboso
enfeitiça as fêmeas e deleita-se
como um Nilo banhando o seco
de um Egito árido e profano
rezando aos arcanjos
obedecendo ao demônio
e domesticando o meu corpo
que já não reluta... sucumbe.

Posted By O At&eu.

domingo, 7 de junho de 2009

Paixão


É como se os corcéis
desatinassem no meu corpo
raspassem os cascos
na minha pele ebúrnea
- sangrasse em desvario -
avermelhasse em rios
retalhassem em cios - pãs alados -
deixando lanhos e feridas abertas
É como se um raio cortasse
todo um céu em pleno orgasmo
e lambesse a minha carne
feito unguento e pára-raio
numa tempestade


Posted by Murmúrio

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Esse quente que me escorre...


Existe um sol que insiste
em frestas e raios
girar-me em calores
pelo corpo e pelo dorso
essa linha exangue
lambendo-me em chamas
até que os sais
se juntem aos suores
(meus e teus)
que fiam espaldares
e o interno das coxas
Grito louca
e insana te chamo
na chama mais louca
derramo a lava

...

O At&eu.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Gárgula do Amor


Dá-me tua boca
e alimenta a minha fome
na premência de comê-la
Dá-me que eu bebo
e também mato a sede
e faço um oásis e invento ciprestes
Dá-me todo esse corpo
que me deixa louco de tantos quereres
que eu aconteço como um deus
e faço todas tuas vontades
Dá-se toda...
Essa fina jóia numa ostra
que hei de sugá-la
sentindo todo o sal e todo néctar
Por fim, abra-se e deite-se
na minha boca desesperada de desejo.

O At&eu

terça-feira, 2 de junho de 2009

Tesão na Pele


No dorso

ainda sinto

o arrepio

&

o teu sereno

debochando

do meu cio


Posted by Vício & Dor

domingo, 31 de maio de 2009

A punheta dele me molha...



Morro de tesão quando ele liga a cam. Morro nos meus dedos. Morro lambuzada. Uma coisa é certa, aquele pau é do coisa ruim. Como pode alguém manipular outra pessoa apenas mostrando o cacete grosso, grande, de pelo aparadinho (shhhh, que delícia!) e ainda por cima cheio de gozo? Eu sei que a tecnologia é vançada, e os tempos são outros. O virtual encanta na tela e torna-se verdadeiro quando a coisa se dá lá fora, no real. Virtual? Não, não e não. Devia ser... ao natural. Fico boba com essa tal de internet. Como já vi paus. Coleciono paus. Faço poemas pros paus. Passo a língua na tela revendo aquela pirocotécnica toda. Putz! (qualquer dia faço um quebra-cabeças... e depois posto pedindo aos digníssimos que montem até acharem seus respectivos paus.) Isso é a net! Mas o dele é realmente um mastro de gozo. Desses que a gente se molha só de ver a cabeça roxa e babada daquele liquidozinho delicioso. E além do mais, ele é um tremendo vadio. Vadio de marca. Piroca de grife. (piroca de grife é por minha conta, porque na verdade, ele é um filho da puta. Aquilo é uma piroca de vira lata e de cachorro no cio.)

Começou assim:

- Deixa? - Ele é muito safado.

- Não faça isso! Por favor! - Eu falava nervosa.

- Ah, só um pouquinho, vai.

- Nãããããooo pooorraaaa!

- Prometo que só mostro a cabecinha.

- (olha só que filho da puta) pensei.

- Prometo que não demoro.

- Tá, tá, tá. Mas bem rápido hein!

Botou o caralhudo pra fora. Puta que pariu. Aquilo duro, grande e com uma cabeça deliciosa e melada.


Me molhei.



Alisei discretamente o corte da xoxota por cima da calcinha melecada.

Gemi.

- Olha aqui, sua puta. Ele é todo seu. Dizia aquele cafajeste de pirocona tesuda.

- Ahhhh, vadio. Se toca bem gostoso. (já tava doida. Parecia drogada).

Eu pedia alucinada.

Punheta, punheta, punhetinha de guengo filho da puta, vai punheteiro. Mostra como se bate umazinha de pau comedor de cu. Vai... vai... vai...

Rasguei a calcinha e meti os dedos.

Fiquei putíssima e cadelíssima.

Siririca, siririca, siririca.... ahhhhhhhh, gozei, vadio gostoso.

Tava com os dedos pingando e cheirando a foda virtual.

Mas digo aqui com todas as letras que nem todos me deixam acesa.

Só ele.


Posted by The Cure - RL

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/thecure

Encharcada



Das águas que me escorrem

e me dormem entre as coxas

como náufragas (sem escanfandro).

São-me águas que me tocam

feito Iaras encantadas

de liras, alaúdes e queda d'águas.

Essas águas que me molham

são também de Netuno-puto

um deus onipotente

que me suga até o sumo,

que seca e que me marca...


By Murmúrio

sábado, 30 de maio de 2009

Acariciá-lo


onde o meu ventre implode
sente teus pêlos pretos
fazem atrito contrito
- rezando na lida do grito -
Tesão, tesão, tesão gostoso...
Teu amasso sobre os meus pêlos
encostado nas paredes
de alcovas e lamas
onde a dama se revela
uma puta mais mundana
rolando em alfombras
mostrando o roçado
que tem gosto de pecado
e antes que essa deliciosa
sacanagem se acabe
que o beijo se traga em bocas
totalmente meladas pelos pêlos encharcados
Acariciá-lo mais um pouco...
Que louca vontade.

...

Posted by Murmúrio

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Essa Puta...


Tenho o cheiro das putas
o olor encharcado do corpo
com a marca entranhada dos machos
sou o bicho de ponta cabeça - fêmea -
cheiro à vadia, à guenga e à lida
de dar-se feito bicho de selva
e fartar-se nas coxas abertas
de um macho-bicho-faminto
que se entrega e delira
mesmo antes que eu o abata
porque sou a caçadora e a presa é vencida
- sou cheiro e vício de puta -
num bouquet de carne e peçonha
uma puta profana e quente...

Posted by Profana

Ando me perdendo...


Peço que me dê seu corpo
para que eu habite
um pouco desse canto
que me deixa em transe
essa loucura que me tange
e grito o cio dos animais selvagens
e indômitos ... um rugido e uns dentes afiados
Peço um pedaço desse corpo
as pernas, o queixo e talvez o abdômen
para saciar o meu desejo
de escorrer gostoso e sem pejo
Do queixo quero a seiva escorregadia de mim
do abdômen o meu corpo a fim rebolando
e das pernas o enlace nos meus quadris
Quero assim me aprisionar
e me mostrar a mais vulgar
gemendo por cima dessas letras que te mando

Posted by Murmúrio

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Proposta


Olhe e lateje

aperte a ponta

e sinta a sede

de ter-me exposta

...

Posted by Murmúrio

terça-feira, 26 de maio de 2009

Orgias


Louca de desejo
lambendo o cálice
entornando a saliva
num copo de orgasmo

Posted by Vício & Dor

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Não quero dormir sem os seus dedos


Quero os seus dedos
molhados da minha saliva
o toque no clitóris mais atirado
mirando teu desejo de sugá-lo
Quero que me bebas em goles
que massageie o ponto da libido
- ele te indica o caminho -
quero no mais tê-lo e metê-lo
todos os dedos em riste
fazer ciranda sem rodeios
e num cálido êxtase
adormecê-lo na sua língua

Posted by Vício & Dor

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Provocação


Te bendigo pelas sombras
de sua silhueta na penumbra
dançando freneticamente
dentro do quarto... um espasmo retesado
e uma réstia de uma lua vagabunda
vagando de súbito ao ver-te
um esplendor de reflexo
vadiando pela tua pele
esse corpo que atormenta os astros
uma sinuosa curva no espaço
d i s s i m u l a d a...
dançando nua e crua
e ainda te mostras sorridente
- deliciosamente c í n i c a
mostrando a pele morena -
sendo alisada pela minha língua
que pinga alucinadamente...

Posted by Absinto.