sábado, 31 de janeiro de 2009

Eu me rendo...


Devota que sou... te lambo
Elevo-te aos píncaros
Na premência das preces!
Acendo velas aos teus encantos
Pois, foste o "SANTO"
Da minha impura orgia...
E na genuflexão
Te peço perdão
Porque foste casto
E eu... A VADIA!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Nos amamos


Gosto quando vejo em seus olhos a minha imagem...
Um reflexo se retorcendo de prazeres...
Um beijo, um afago, uma lágrima escorrendo...
Me vejo em você assim por dentro
Teu corpo sobre o meu pesando devagar
E o meu coração sentindo o seu pulsar (nosso)...
Daí percebo o quanto te quero...
E no ápice de tanta entrega, os nossos olhos se fecham
E nossas bocas esquecem que dentro dos nossos olhos,
Permanecem ainda a (nossa) imagem
Cheia de desejos... prazeres... carícias...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Coma-me!


Morda-me e sinta a polpa...
Tem gosto, sabor e textura
numa pele tão clara e ebúrnea
Esse pomo do pecado e da discórdia
onde os dentes enfileirados tremem
nessa carne nua e crua... exposta
Apeteça teus anseios... devaneios...
Lava-me na tua língua o degustar dessa fruta
Verde, vermelha, úmida e fresca
pagãs de Vênus, Evas e tantas outras...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Na volúpia



O corpo dele me entesava
quando as suas coxas me roçavam.
Sentia o falo bem duro
me empunhando à parede.
Era o sentir na pele crispada
o gotejar daquele rei
de cetro duro e brilhoso
Um cheiro de macho me exauria,
um afrodisíaco de Príapo,
me roçava e me espremia
trepava na minha lomba
que pingava insana no remelexo
Ficava lenta e ondulava os quadris
E ele ajeitava o membro viril
na vontade e na volúpia louca
Enfiava bem gostoso na potranca
que gozava na sede e na fome
de sentí-lo mais... muito mais...

Sabores Dele


Quando o vento gemeu
gemi em dueto
Cismei com o sopro
e com o ar envolvente
Estremeci em suores
blasfemei o intento
Ele, o vento, e seus recados
lambuzou-me o corpo
de doces pecados...
Retirou-se em suspiros
e com ele, apenas lembranças
de um cálido encontro...
Enquanto minha boca
ainda saboreava-o ao relento...

domingo, 25 de janeiro de 2009

Um beijo


Roçarei os meus lábios nos lábios dele
para sentir o suave contorno.
Minha boca se entreabre
como a boca da brisa louca
Semeando um amornar
feito de chuvas...
Chuvas finas e esparsas...
O gotejar em desfile
E, na minha língua,
o gosto da água salivada
E na pele dele
o frescor das águas mansas...
Um beijo delicado e doce...

sábado, 24 de janeiro de 2009

ÓPIO


Quando vagueia a lua
em silêncios e penumbras
tinge-me a prata
em finas lascas
de doces luzes
e n t r e c o r t a n t e s ...
No silêncio
ainda ouve-se em
s o f r e g u i d ã o
o murmurar da fêmea nua
embebida nas papoulas
da ilusão...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

SEIOS


Seios rijos
Atons de luzes
resplandecentes
Inocentes?
Indecentes
De luxúrias
e brasões...
Abrasadores
e convulsivos
Prestimosos
em se dar...
Mamá-los
como bebês
Sugá-los
como favos
Instigá-los
como loucos...
Seios insígnias
postos reis
em tronos magníficos
e em pecados
dulcíssimos...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Providência Divina


Meu corpo entorna
Em bocas despudoradas e insanas
Jorra por entre as línguas
Esvaindo-se pelas bordas
E você se retorce
Me excomungando
Profetizando que sou impura
Mas logo se redime
Querendo a minha curra!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Vício


Sou o vinho que se mistura a
Embriaguez da santa escória
Por entre mártires e peregrinos...
Em procissões, depuro línguas
Onde me faço pura e casta
Alimentando o corpo, a alma e o espírito
Uma carne nua e exposta...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Fogo de Vesta


Quero a tua libertinagem pura
Sobre o meu corpo ungido e vadio.
Donde o fogo ilumina e crepita
Desejosas fagulhas em delírio...
Luzes, sobrepostas, incendeiam
Febres terçãs em vertentes.
Anjos e demônios ofertam
Manhas, prazeres e cios...
Não existem ungüentos e emplastros,
Só vadiagem, tara e libido
Quando somos labaredas altivas
E nos damos em lanhos, suores e salivas...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Penitência...


E na penitência do credo,
a reza é bendita e profana.
Onde blasfêmias escorrem...
Por entre os meus dedos...
A sanha...
Na minha greta vermelha
maçã... fruta despudorada...
No meu corte crepúsculo...
Finitude do ocaso...
Onde a oratória é o incesto
da esbórnia santa e ofegante...
Das minhas coxas, um desague...
Rezo e satisfaço anseios constantes
onde catedrais luxuriantes conclamam...
Altares majestosos se curvam
subjugando os meus dedos santos...
A oração mais íntima em derrame...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Ao meu Senhor


Joga teu gozo na minha boca
em intermináveis jorros
Me torne tua escrava
dos prazeres mais mundanos
Uma mulher tomada
de desejos insanos
que se deita em teu corpo se retesando...

Trilhas...


Seguiria essa trilha
em pêlos e pétalas
na relva macia
do corpo sedento
Seguiria de beijos
o corpo na relva
dos pêlos em riste
esfregando a seda
Seguiria teu ventre
cinicamente nua
por cima do seu
Seguiria crua...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quente e Frio...


As gotas esvaiam-se na pele quente. Um exuberante calor aproximava-se em quenturas salientes. Um fogo em vertente. O ventre em descompasso num adágio moroso... langoroso... gostoso. Deslizou as mãos ao longo dos flancos. Estapeou-os com sofreguidão... tesão. O barulho das coxas molhadas no roçado dos suores faziam-na enlouquecer... estremecer... barulho de foda. Barulho de cio... calafrio. Postou uma pedra de gelo por sobre os bicos bem duros. Por sobre o ventre, por sobre as ancas... deslizando em cada parte quente. Aquele gelo fez-lhe cair numa profunda alternância de temperaturas. Quente, frio, quente, frio... gozou enlouquecida quando a pedra sumiu por dentro do racho. Derreteu-se em um gozo gelado...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

SUGARES...


Aquele olhar...
a cobiça impura
nos seios a sugar... sugar...
Um lamber ensandecido
um grunhir...
Uma rota sem destino
nos alvéolos intumescidos...
o sabor mais desejado
na vermelhidão dos bicos...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Em Braile


Leia-me, pois tuas mãos e dedos
são melodias em mim...
Toque-me em finos dedilhos
tal qual violoncelo...
Sinta-me nos arrepios de Brahms
em gozos supremos...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A DÁDIVA





Sou a dádiva que te preza
que te reza ofertando aos céus.
O ardor das minhas entranhas
o calor das minhas preces
acesas... te fortalece
para mais um ato de bravura.
Sentir o peso do seu corpo
sobre o meu...
Acasalando a criatura.
O aconchego dos corpos
em altares escorregadios
As velas acesas
Os fervores das línguas
sobrepostas
Na linguagem mais pura
tocam-se... encantam-se
no mais sublime batismo...
As águas escorrentes
as juras e confidências
acopladas num só delírio...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Vampiro!


Da palidez divina
surgiste lívido vampiro
lírico destino
traçado em sentenças
Você, o camaleão
metamorfoseando-se
em corcéis gentis
Ressurgindo feito fênix
em luares endeusados
Tua vontade... acato
sem nenhuma resistência
- Fure-me em transe
- Transfixe-me a alma
em pendores libertinos
As masmorras, agora
mais sóbrias
regozijam-se em ardores
Planta-me os dentes
e do meu sangue
embeba-se
Teu veneno
minha sorte!

Teu gosto...


Queria sentir o seu paladar
no toque da língua despida
um gosto...
um sabor...
no paraíso das minhas papilas...

sábado, 3 de janeiro de 2009

Crudelíssimo...


E na carne o fogo
arde em labaredas
postas infames
na fêmea que se contorce
indócil e trépida.
Intrínseca luta
de alma e instinto
A criatura em gemidos
estapafúrdios
na leveza dos ares
e altares sidérios
Numa alcova
num bordel
ou nas mãos...
Quem sabe
o pivô da devassa
Psiquê?

Sangue...


Quisera ser a água de seus anseios
e que em paredes vazadas
sentisse os meus desejos...
Ébrios desejos em amuralhados
sonhos...
Me retorne a bastilha
e me enforque
Antes mesmo do
coagular do meu sangue.
Quero que sintas
o aroma mais adocicado
que te ofereço...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Toques...


Me toco
nos dedilhos
precisos
Adorno
o toque
no enfeite
da língua
A gosma
a saliva
e os instintos
Quer sentir?

Toma-me em homenagem ao Ano Novo!


E na minha carne tu riscas
o trajeto de beijos e línguas
Ensopa-me em salivas
caio num lânguido esmaecer
um leve estremecimento
que me toma em frêmitos
E no meu dorso, o dançar
das gotas andarilhas
descendo pelos meus flancos
inundando as ancas num molejo
- Meu corpo que só peca
pelos seus pêlos em esfrega
sentindo todo o ardor do insano
Um corpo que se entrega
na mais plena exustão de calores
- Um lamber de costas nuas e espaldares
lambe-me os vãos em profusão
Essa língua que de tão sã
insana os meus entremeios
Grito em espasmos
com uma seiva cristalina
descendo pelas minhas coxas...
Em ti, o pedaço da minha carne
em gemidos vorazes...
E antes mesmo que essa exploração
se acabe, toma-me mais em goles
pela tua língua que me lambe
com a baba mais linda que me cabe...

TIN-TIN!!