sábado, 28 de fevereiro de 2009

De você, nem a sobremesa...


Deixo que eles me tomem e

beberiquem sem medo

Abro-me aos ventos e as marés

antes mesmo dele vir com fome

dou-me aos mais mundanos...

Torno-me aliada a tantas outras peles

Pois dele, o macho que se faz (e não o é)

nada quero, nada me atrai...

Dele, a carne é tão vagabunda

que junta as outras tantas vadias

e o limo, o lodo, o vício da anarquia...

Então dou-me em pratos finos e alfombras

porque sou a mais dama e a mais bandida...

9 comentários:

Anônimo disse...

porra mulher, você é muito gostosa.

Ventas e Xana disse...

Delicioso texto....

V disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberto Ney disse...

gostei muito...
em meu blog tenho uma série de mini contos que se chamam biografias horizontais... qdo tiver tempo passa lá e dá uma olhada.
beijos

Tio Rogs disse...

Escrevendo na pelezinha do tio,
Cada dia melhor, de onde sai tudo isso?
um beijo roubado na boca,
tio rogs

Mário Margaride disse...

Com ou sem sobremesa, é um poema delicioso...

Beijinhos e bom fim de semana!

Mário

Bernardo Lupi disse...

Adoro a combinação de dama com bandida!!!

NEGROPOETA disse...

E sendo as duas em uma, diria, és perfeita. Carinhosamente Dinigro Rocha.

Monday disse...

e mulheres assim se fazem rainhas, porque a ela só se pode dirigir como um simples e mero súdito ...