domingo, 8 de março de 2009

Boca Pagã


Bebeste-me como vinho
da taça libertina aberta ao lírio
Pousaste-me como o beija-flor...
Sugando-me o pólen da embriaguês
Nas coxas virgens e sem mácula
Deusa ao relento e sem andor
agora solta... aos ares crepúsculos
na boca da noite astuta... reluta
Um cálice derramado assim escarlate
sentindo na língua o teu aparo...
em que me beijaste em prazer derradeiro
Despetalando-me assim... sem pudor.

Vício & Dor

10 comentários:

Anônimo disse...

Mulher, você é demais!

Chirifulfly disse...

Uma boca altamente desejavel!


"Cada ser humano segue sua vida da forma como acredita que foi destinado. Plante de uma forma mais positiva os sentimentos que deseja colher. Chega de repetições."

Monday disse...

como já te disse outras vezes, Ma, a combinação de um texto desses com uma foto dessas desextingue qualquer vulcão inativo ...

imagine então os ativos ...

Branca disse...

Sugestivo...
Gosto muito dos seus poemas e das imagens que escolhe.

bjos!

Almaquio disse...

Não há como passear impunemente pelos seus textos. Boca Pagã é nitroglicerina pura. Parabéns.

gabyshiffer disse...

Lindo poema sensual como eu gosto
10 BLOGS

Tem presente pra vc no meu blog
Selo que ganhei e repasso pra vc
Beijos

Desejos Aliciantes disse...

Oi amiga
Tem selo pra vc neste meu outro blog tb
Beijos

A Madrasta Má disse...

Olá minha querida.... obrigada pelo carinho sempre, parabéns não só pelo dia 8 de março, mas também pelos outros 364 dias do ano! Bjinhos da Madrasta!

A.S. disse...

Cada silaba do poema é uma doce caricia!...

Beijos...

V disse...
Este comentário foi removido pelo autor.