terça-feira, 17 de março de 2009

O arcanjo


Tinha toda a aparência de um ser mitológico. O corpo era firme e musculoso. A pele queimada pelo sol, olhos e cabelos castanhos, mãos enormes e dedos longos. Suspirei... desci os olhos para o interno das coxas. Gelei... no meu íntimo sabia que ele seria a minha fonte insaciável de desejo. A lembrança daquele dia tórrido permanecia na minha cabeça. Senti um misto de medo, clausura, torpor e timidez... não sei ao certo. Permaneci assim por alguns minutos diante dele. E com apenas uma ordem me aliciou.
- Tire a roupa.
Tirei peça por peça, de maneira nervosa e lenta. Fiquei totalmente nua diante dele. Quis me aproximar para quebrar o gelo mas... em tom bem enfático ordenou-me novamente:
- Fique onde está para que eu a veja bem.
Corei. Num repente, abriu a braguilha da calça e tateou o enorme e monstruoso cacete. Transfigurei... gemi baixinho... Começou a masturbá-lo como se quisesse arrancá-lo e desprendê-lo do corpo. E eu ali, calada e imóvel assistindo a tudo aquilo. Me sentia a verdadeira presa arrebatada. O meu corte latejava descendo desencadeado em cascatas pelas coxas. Queda d'água. Me sentia febril, tensa e desorientada. Nervos aflorados. Aquele homem decididamente castigava-me como um sátiro. Pã demônio. Deleitava-se em meu desnudo corpo frágil. Ele se tocava como a força incontrolável da natureza. Célere. Safado. Ordinário. Prestes à gozar, mandou que exibisse toda a bunda e que abrisse. E de encontro, melou-me todo o corpo. Lambuzou os meus bicos, as minhas coxas, o meu rosto... pincelou toda a minha boca. Pressionou o grosso na minha língua... massageou-a... retirou-se. Passeou pelo meu rasgo e esfregou minhas gêmeas siamesas... avançou. Senti um frio cortante. Parecia uma lâmina retalhando-me. Ao contrário do que imaginei, se infiltrou no meio das dunas... (lentamente), (longamente), (pacientemente), (profundamente)... senti naquele momento todo o jeito meigo daquele bicho. Parecia domesticado. E do rude, fez-se o terno... o doce... ofertei o meu cálice num derrame langoroso e espesso. E ele me desabou num temporal de gozos.

By Murmúrio

16 comentários:

Mário Margaride disse...

Mas que arcanjo esse...

Mais um dos teus escaldante e maravilhosos textos!

Beijinhos

Mário

Lucinha disse...

uauuuuuu.. que anjo!!! parabéns passando pra conhecer seu blog...
voltarei mais vzs se assim me permitir...

beijinhos

Man disse...

Derramei-me...

Beijos lambidos

Olavo disse...

Que maravilha de texto é esse???nossa
(eu estou sem o pc que consigo pegar os selos só mais tarde..)
beijão

Anônimo disse...

caraleoooo, toda vez que te leio fico duro! gostosona.

Seline disse...

Delicioso texto... incrivelmente excitante.
Adoro a forma como escreves não só na pele, mas na alma...
Bj

Bernardo Lupi disse...

Gostei deste erotismo com criatura mitológica. Muito original...

Three Love´s disse...

uau...

incrível!

A.S. disse...

O desejo cresce alucinado nos olhos!
Pingam ais nas bordas da noite!
A pele escaldante arde com as palavras!


Beijos...

Branca disse...

Intenso...

Boa noite pra vc,
bjos!

Carlos Bayma disse...

Muito bom mesmo!

Kleiton - Simplesmente Ser disse...

Coma pele e a mente em chamas, aff, rs.

bjos

Atreyu disse...

Erotismo puro!!!
Texto muito bom!!!
Derramando...

Junkie careta disse...

E eu que achava que arcanjos só tocavam cornetas no céu...

Faça bom proveito. Ele por acaso tem uma irmã?

ลndreia disse...

Que palavras! Que descrição sublime! *

Giselle Sato disse...

Que descrição maravilhosa...de subir nas nuvens...ou paredes