terça-feira, 10 de março de 2009

Sou do Cu Riscado


"Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada do jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
Assim procedo. Minha pena
Segue esta norma.
Por te servir, Deusa Serena
Serena Forma."
(Olavo Bilac)

Não tenho forma,
Não tenho métrica,
Não tenho rima e
Não tenho fórmula.
Uso a pena como açoite e
Com um grande desvelo
E a língua solta como quem lambe
A cria das letras
Rebento de frases
Benditas ou Profanas...
Vou rabiscando na ribanceira
No alto de uma montanha
Num céu sem limites,
Nos nimbos chumbados,
Num colo de um útero e
No cu da Adélia prado...
Rabisco os raios que decaptam Urano,
E a cara de Aristófanes
Com as suas nuvens e as suas rãs...
Dou um trato nos hieróglifos de Champollion
Reescrevo na língua de Camões
Como quem lambe
Uma casquinha de limão.
Depois me acabo com Sade
Implorando que ele me enrabe.
Minha pena flui como quem goza
Invento ejaculações de rimas e prosas...

By Aphrodite se Quiser

6 comentários:

V disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dando a Bunda pra Bater disse...

Ótimo! Você está cada vez mais rica na arte de escrever poemas!

Beijos,

Enfil

gabyshiffer disse...

Belos poemas
o seu tá muito atual eu adorei
Que vc tenha uma linda tarde
beijos

Pintura em Camisetas disse...

Vim lhe convidar para que conheça um pouco do meu trabalho de pintura em camisetas!
Até
http://ramasppfp.sites.uol.com.br/pinturaemcamisetas.htm

Mário Margaride disse...

De cada vez que aqui venho
saio daqui a a ferver
Se aqui não fosse o que é...
Saberia o que fazer.

Beijocas

Mário

Roberto Ney disse...

adorei seu poema...
faz muito meu estilo.
coisa de libriano, heheheheh!
eu também sou. 1/10...
seja sempre bem vinda!
beijos