terça-feira, 24 de março de 2009

Submissa


Louvo-te de joelhos
um cálice derramado
sobre espaldares
de minhas costas curvadas...
Crava-me em estocadas!
Dedilha-me feito a harpa e
despeja-me em enxurradas...
Vicie-se amor, em minhas dores...
No fundo quente das minhas coxas
o branco leite da via láctea
saboreando-me em cada gota...
É teu plasma grosso em minha sanha
tua vertigem sobre minhas ancas
O meu unguento e a minha peçonha...
Delicie-se amor com gosto...

Vício & Dor

5 comentários:

Cadinho RoCo disse...

Nas delícias do amor o alimento das carícias.
Cadinho RoCo

T disse...

Tão lindo...
Saudades do meu S. quando li este post!


Beijo*

Contista a narrador Júlio disse...

Minha querida, li a sua matéria espetacular sobre o Pessoa. Só uma pessoa como você muito bem informada para tarnsmitir o verossímel dos fatos. Você conseguiu juntar os dois mundos: real e fantasia, esplêndido e digno de você mesma, menina linda. Menina de um valor inestimável e poeta de qualidade!

Escrevendo na Pele disse...

Júlio, querido, você me mima demais (rs). Fiz aquela matéria no tapa, sabe? Aqueles repentes que você já viu de pertinho. Um furacão e um Bóreas barbudo. Tormenta! Pretendo agora ver Drummond, Adélia, entre outros... conto com você viu, mestre adorável! Bjs sem a égide.

Stein Haeger disse...

Maravilha, querida!! Do jeitinho que é surgerido, é o que por mim é sonhado...