quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ancuda


Arqueei as ancas
em desatinos
da lomba
mostrei o trote
e a louca potranca
a derme crispada
o espaldar e a reta
a pele vermelha
grama e cipreste
cios e orvalhos
cheiro de mato
Dunas e lábios
sanhas e cansaços
corpos exaustos
exaurindo enlaces
cheiro de feno
teu corpo ao relento
o meu sobreposto
molhado... quieto... escorrendo...

Profana

11 comentários:

Blue disse...

Escorrendo..... derramando....... Nada mais a dizer....., ou será que é necessário dizer: ai que vontade de lamber? Volto a olhar e a ler, apenas!

Beijos

T disse...

O poema e a imagem...harmonia perfeita!
Os sentidos apuram-se!
Parabéns! Um post mt bom!

beijos :)

Anônimo disse...

gostosa!

Olavo disse...

Já pelo começo "arqueei as ancas"..
Putz..podia ter terminado ai..lindo..linda.
Beijão

Ernani Netto disse...

Um poema que instiga a ir pra fora e liberar os instintos!

Bjaum

conversaatrevida disse...

Olha só...
Bolinho chocolate com calda de caramelo...

Acho que vou 'roubar' pra postar na 'galeria atrevida' tá?

bjo

Atrê

Tamires . disse...

ah, flor, que te ler é sentir uma intensidade que chega a ser palpável, não é mesmo?
Mais uma vez, eliciou com as palavras.
E nos brindou com elas.
Beijos gdes!

S disse...

Concordo com a minha T, um lindo post, que excita, também.

Ric disse...

E que ancas!!

Beijos e mordidas!

Xana disse...

Amei tudo , principlamente a foto que está perfeita!!rs

Stein Haeger disse...

Ansiando pelo momento de cavalgar nesta garupa.