domingo, 26 de abril de 2009

Ele é o meu desatino


Ele faz o frio percorrer a minha espinha... meu corpo desalinha, desequilibra, sai do prumo. Fico à deriva e enlouqueço... desatino num fio... estremeço.



Ele é mágico e feiticeiro
lisonjas de espelhos
eterniza todos os momentos
intensos... intentos
juras e bruxarias
mandingas e orgias...
Ele é vadio
traz a lâmina e o corte certeiro
o fio em pingos nos pelos
os suores e os sais
em mares de quebranto
onde as Oxuns sacodem os quadris
mostrando o remelexo
Ele é alquimia
ponta de língua
ponta de faca
risca a navalha
arrisca e nunca falha
ataca e mexe na ferida vermelha (entreaberta)
lambe e cura o corte...
Ele é o mel e o fel
é sangue e marola
circula na veia e me deixa mais torpe...
Bruxo, lobo, índio e vagabundo
todos num só
todos em parafuso
profuso
intruso
Entra no meu reino sem pedir licença
mora e dorme na minha inocência
- e de coxas abertas eu o recebo,
teço o poema mais lindo e o ofereço -
...

Absinto

3 comentários:

S disse...

Acho que também sou o desatino da minha T...

:)

T disse...

És...quem mais poderia ser?
És o meu desatino...constante!

Bom post :)
beijos nossos!

Teu disse...

Poeta, o desatino é meu...