quinta-feira, 9 de abril de 2009

Enigma...


E das vezes que a boca nua
astuta noite se abria
feito puta amante e concubina
por entre as línguas e a espinha
Um dorso em pingos escorregadios
um mar revolto em arrepios
e nas dunas abertas o açoite em fios
o mais lúbrico e vadio...
Espaldares ardendo em adágios
um suspiro mais longo
um tremor obsceno
um murmúrio
uma Esfinge...
Dentro de mim
o grito e o berro
o gozo mundano e o ferro
a brasa na carne exposta
num sussuro de Dante
Um recitar de poemas
encaixados nas minhas ancas...
Um inferno estonteante...
Devorando-me...

Absinto

11 comentários:

Nuno Veras disse...

:)

Eu disse...

Minha potranca, não tenho mais te visto e sinto falta de nossas conversas. Pq anda sumida? Bjs, minha musa linda!

Anônimo disse...

AGORA sim entendi a força do INFERNO DE DANTE.

bjos

Atrê

conversaatrevida disse...

buááááááá

eu NÃO sou Anônimo.....snif

Tio Rogs disse...

lindíssimo. melhor só a pose de 4 na cama.
bjs

Ric disse...

Pra esse inferno, todo mundo quer ir.

Beijo gostoso procê.

EU SOU NEGUINHA disse...

Linda Menina
Uma linda Páscoa a ti,recheda de reflexoes,paz e amor.
Beijos Nega

Dica disse...

Insipada..
Gostei do escrevendo na pele. É forte.

;*

Paulo Sempre disse...

«Derramando na pele nua todas as minhas inquietudes como se as feras rugissem mostrando os dentes»


Muito bem.

Mário Margaride disse...

Mais um sensual e intenso poema! Como aliás, é o teu estilo.

Parabéns, pela excelente qualidade dos teus poemas!

Bom fim de semana, e boa Páscoa!

Beijinhos

Mário

Paulo Tamburro disse...

Uma belíssima Páscoa, minha amiga.MESMO!!!