quarta-feira, 13 de maio de 2009

O amor


Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
(Camões)


Ele me veio de mansinho
cheio de mimos e de abraços.
Me deu flores e me deu beijos...
Me fez o carinho mais doce,
me envolveu e teceu a teia,
a malha nobre, e o consorte.
Sussurrou em linhos e alfazemas
desceu pelas minhas costas
em arrepios, lambeu-me em fios
Fez-me dele e nua grife
marca da carne de Afrodite...
Mulher me dei em sina e vício
colei insígnias nas minhas coxas
Do cheiro, senti o dele lisonjeiro
transpassando-me brejeiro
Foi-se o verão ficou o outono
no coração em pedaços...
Folhas em desalinho
numa cama em cansaços...

Posted by Absinto.

6 comentários:

Anônimo disse...

Linda!

Ernani Netto disse...

Cruel sentir tanta paixão e depois o vazio do desamor, da solidão...

Bjaum

T disse...

Mais-que-perfeito, tu sabes...eu adoro ler-te!*

1manview disse...

Escrito com paixão ..

[ rod ] disse...

Amor assim deixa marcas fatais.

Bjs moça,





Novo dogMa:
númeRo...


dogMas...
dos atos, fatos e mitos...

http://do-gmas.blogspot.com/

Blue disse...

E Camões, tantos anos atrás tinha razão!

Amor deixa marcas profundas, eternas!

Beijos