sábado, 25 de julho de 2009

À Esse Vadio ...


Eis que de mim apenas sei...
que fui sua sem realmente o ser
como a folia e o carnaval fora de época
e a teimosia em pensar que um dia te amei.

(Me libertei!)!


Sangro como a ferida da lida
em que me abria à sua língua
uma Píton ensandecida
depositando o veneno e a sina
de ter-me sempre de pernas abertas
e as ogivas das bocas sorridentes

És o inferno

e o demo em forma de gente

o Fobos que me incita

e o riste dos seus dentes

que ainda me cerram na fenda

É cio

é vício

é sanha

e o cânhamo que ainda ostento

pelo torpor que me debilita

sem saída

e sem unguento ...

4 comentários:

Poetano disse...

Sem palavras, apenas minimalistamente lindo, sua sensibilidade surpreende à cada poema ,parabéns poeta!

Layara disse...

Perfeito!
Sensual, as imagens das letras são intensas. Belíssima escrita.

Um beijo Lilás!

ótimo domingo!

Giane disse...

Sem saída, sem unguento e na inspiração, a cura, o lamento, o banimento...
Maravilhoso!

Beijos mil!!!

Andrea disse...

Amei... adorei.... um verdaeiro espetáculo de imagem interagidas as fortes palavras que traduzem os sentidos.... beijos amei. Andréa Pelegrinelli