quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DesAtinos


desmancha-me na loucura

em águas de rio solto
quedas d'águas e cascatas
como a nascente
na cabeceira da tua cama

não solte o teu urro agora
retese-me na nuca
na língua que serpenteias
com a Piton envenenada
no arrepio do meu dorso

Sinta...
sinta-me largada
nos suores dos pelos
pelas coxas desnudas
esfregando as almofadas

não, não jorre agora a tua vida
guarde-a mais um pouco
desse copo-de-leite
- planta estarrecida -
de tanto esplendor

agora deixe-me solta
flutuando com os anjos
e esbraveje aos demônios
que o vermelho que me sai
são águas escaldantes
do teu corpo que tanto amo

Absinto.

3 comentários:

RivaEscrita disse...

Um tesão de escrito. Um tesão de foto. Parabéns. Abraços.

Ladraodecoração disse...

essa loucras nos leva sempre ao paraiso

Dog disse...

hum.... delicia de leitura

já desperta desejos neste cair de noite



beijos!!!