
Quando Selene mestrua...
no lume ebúrneo do meu corpo
na lanugem que me brilha
pela saliva da sua boca
em que a rota é a linha
num d e s a l i n h o
de sedas, renda e pelos
molhando-me até os joelhos
que se abrem no calor de Helio
emanando de sua boca
e desse calor,
o mormaço
exalando num traço
a rosa toda úmida e alterada
erguendo o púbis acentuado
pela quentura do balanço
e ergo os quadris a altura
e me remexo toda...
até a cintura ficar mole...
E me viro
e me fico à toa
nos teus dedos agora
curvando-se em minhas dunas
e o calor é maior
o inferno é de Dante
num gole, num vinho rascante
derramando nas estrelas
pelas frestas do meu corpo
nesse universo tão grande.
Posted By Absinto.

3 comentários:
Lindo...só ou acompanhado de Absinto!
Beijo com...Arrepio na pele.
"e o calor é maior
o inferno é de Dante
num gole, num vinho rascante
derramando nas estrelas
pelas frestas do meu corpo"
E preciso dizer mais?
Beijos mil!!!
Intenso e sensual poema...
Dá-nos efectivamente um grade arrepio na pele!
Beijinhos e boa semana.
Mário
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