
Ergueu o corpo num espasmo de coxas
onde os colibris brincavam infantes
e sobre os bicos, a valsa, a onda,
que crepitavam em espantos
onde mordiam-se os dentes,
mármores e carraras
(toda gárgula é safada)
e num gemido mudo
e num morder de lábios
eis que a gota acelerava-se (vadia)
num épico desejo de romper
a carne, o néctar, a úvula inchada.
Posted By Absinto.

8 comentários:
"Ergueu o corpo num espasmo de coxas"...
é tão bom alcançarmos este estado...
Texto lindíssimo!
beijos e ótima semana!
Bia
Amei os textos daqui, tao reais nossa!
to devorando cada palavra...
bjssss e parabéns
Por favor, publique um livro, estudo Letras e acho sua poesia muito interessante.
Lindo texto, um tesão, tava sentindo falta de passar por aqui.
bjs
Sempre inspirada, consegue transmitir todo o prazer vivido com o amado.
Per-fei-to!!!
Fábio
Sempre poética, envolvente e deliciosa.
Beijos!
Lindíssimo !
você escreve muito bem ...
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