segunda-feira, 24 de maio de 2010

Desejos (...)


Ergueu o corpo num espasmo de coxas
onde os colibris brincavam infantes
e sobre os bicos, a valsa, a onda,
que crepitavam em espantos
onde mordiam-se os dentes,
mármores e carraras
(toda gárgula é safada)
e num gemido mudo
e num morder de lábios
eis que a gota acelerava-se (vadia)
num épico desejo de romper
a carne, o néctar, a úvula inchada.

Posted By Absinto.

8 comentários:

Bia Maia disse...

"Ergueu o corpo num espasmo de coxas"...

é tão bom alcançarmos este estado...

Texto lindíssimo!

beijos e ótima semana!

Bia

♥ Jackie ♥ disse...

Amei os textos daqui, tao reais nossa!
to devorando cada palavra...
bjssss e parabéns

matheus disse...

Por favor, publique um livro, estudo Letras e acho sua poesia muito interessante.

Kleber - Simplesmente Ser disse...

Lindo texto, um tesão, tava sentindo falta de passar por aqui.

bjs

Tucha disse...

Sempre inspirada, consegue transmitir todo o prazer vivido com o amado.

Devaneios Progressivos disse...

Per-fei-to!!!

Fábio

Ric Dexter disse...

Sempre poética, envolvente e deliciosa.

Beijos!

Curiosa disse...

Lindíssimo !

você escreve muito bem ...