quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Preciso desse ácido


até que me corroa os trópicos
os rins, a cauda, o lácio, a liz
e que na boca a calda abunde
entre o poente no horizonte
(gaivotas raspando águas...)
na queda das pálpebras
na fenda das pernas
onde um sol esmaeça
e a linha aconteça
translúcida em lesmas
e o suspiro seja delicado
no morder dos lábios
e no descer das gotículas de sangue
como um mênstruo de amor-tsuru
e os pulmões aguentem o grito
ante o que se regojiza

esse expelido
num fuso maior

meu gemido
escorregadio
debruçado
exaurido.

Posted By Absinto.