quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Preciso desse ácido


até que me corroa os trópicos
os rins, a cauda, o lácio, a liz
e que na boca a calda abunde
entre o poente no horizonte
(gaivotas raspando águas...)
na queda das pálpebras
na fenda das pernas
onde um sol esmaeça
e a linha aconteça
translúcida em lesmas
e o suspiro seja delicado
no morder dos lábios
e no descer das gotículas de sangue
como um mênstruo de amor-tsuru
e os pulmões aguentem o grito
ante o que se regojiza

esse expelido
num fuso maior

meu gemido
escorregadio
debruçado
exaurido.

Posted By Absinto.

10 comentários:

Papagaio Mudo disse...

desmanchei...


mas diga-me. add versus, você lamberia esse ácido?
abç

Gus

olhar disse...

uauuuuuuuuuuuuuuuuuuu...
demais...que ácido é este????

beijos com carinho,

Bia

Jaque disse...

Muito bom. Adorei a última parte!

marcio lelis disse...

adorei o blog... a intensidade de cada verso... magico
vou seguir

visite o meu quando puder


abraços do lelis

João Vicente Teixeira Lacerda disse...

Fico com água na boca quando leio o seu blog.

Simplesmente disse...

versos sempre intensos...

menina fê disse...

a melhor morte.

encantador.

bjs, linda.

Claudinha Monteiro disse...

Tá sumida, hein?
Anyway, o orgasmo é sempre uma quase-morte, talvez o mais intenso dos derradeiros suspiros. Aquele que renasce sempre, enquanto temos carne e sangue nas veias...
Volte logo. Sentimos falta dos seus escritos...

Matheus Mil-Sóis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Matheus Mil-Sóis disse...

Lindas imagens, gostei muita da sucessão delas até a 'exaustão' final, realmente envolvente. Procure por poemas do simbolismo português, tenho certeza que irá gostar.
Visite-me quando puder, comecei a pouco tempo, seria boa sua opinião em que escrevo.