quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pura...


Abro-me ardentemante em pelo
e respiro pelos poros sem pejo
toda a devassidão que me cobre
- mulher de ondas e mares -
Iara de rios e de águas...
sempre molhada...
De arrepios e frios
percorrendo leitos e lírios
até o cheiro a deriva
destacar-lhe o pólen
- flor aberta, itinerante vadia...
lida, sina, trajetória de gozos...
Iguaria de lesmas... translucidez profunda
definição de vertigem - a mais vagabunda
De-no-mi-no-me - Pura! (...)


Posted By Absinto.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Acordes sem fins


... Durma tranquila, sonhe
enxergue o teu Eros,
a flecha que pinga juras de amor
(esse arcanjo cor-de-rosa...)
um amor que recorta,
um veneno que pinga
que desse corpo nascem os trigos
largados aos ventos
eriço de pelos, pentelhos...
essa tormenta dormente,
sonhe com ele, esse amor delinquente...

Pois,

A hárpia já chia
e a harpa, nesse som melodioso e sutil
aflige ao mesmo tempo que encanta

Durma...
Sonhe...
e jamais acorde.

[tequila, suor e jasmim...].


Posted By Absinto.