sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Acordes sem fins


... Durma tranquila, sonhe
enxergue o teu Eros,
a flecha que pinga juras de amor
(esse arcanjo cor-de-rosa...)
um amor que recorta,
um veneno que pinga
que desse corpo nascem os trigos
largados aos ventos
eriço de pelos, pentelhos...
essa tormenta dormente,
sonhe com ele, esse amor delinquente...

Pois,

A hárpia já chia
e a harpa, nesse som melodioso e sutil
aflige ao mesmo tempo que encanta

Durma...
Sonhe...
e jamais acorde.

[tequila, suor e jasmim...].


Posted By Absinto.

4 comentários:

T@CITO/XANADU disse...

A paixão antiga
Ainda não esgotada
Jaz fingidamente...

Tácito

µrsiŋђα Ѽ  disse...

Amor verdadeiro, repleto de desejo.

bsj mel
ursinha

..Di.. disse...

________gosto tanto das tuas linhas saltitantes, que de acorde em acorde nos ACORDAM, sensualmente por puro deleite_____

ontém lembrei-me de ti, graças a um poema teu - KILIMAJARO... Vou procurá-lo depois

bEiJoS e parabéns, menina!

O Alentejanito disse...

Adorei. A imagem está brutal ;)