quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pura...


Abro-me ardentemante em pelo
e respiro pelos poros sem pejo
toda a devassidão que me cobre
- mulher de ondas e mares -
Iara de rios e de águas...
sempre molhada...
De arrepios e frios
percorrendo leitos e lírios
até o cheiro a deriva
destacar-lhe o pólen
- flor aberta, itinerante vadia...
lida, sina, trajetória de gozos...
Iguaria de lesmas... translucidez profunda
definição de vertigem - a mais vagabunda
De-no-mi-no-me - Pura! (...)


Posted By Absinto.

9 comentários:

olhar disse...

Adoro esta falsa pureza...

beijos,

Bia

Simplesmente disse...

inocência imoral...

eroticamenteincorreto disse...

Adorei esta falsa inocência. esta pureza maculada,... Está perfeito.

Matheus disse...

Adoro tua pureza grotesca.

SIGRID SPOLZINO disse...

Cara poeta, denomine-se do jeito que mais lhe convir; convenhamos, esse ar puritano faz ainda mais apetitosa a hora do gozo! Baci per te!

Giselle Sato disse...

Uma delícia como sempre, vir aqui é um deleite...doce deleite, diga-se de passagem.

LEO disse...

Obrigado por ter dividido comigo os bons momentos de 2010 e...

“Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos...
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...”
(Caetano Veloso)
Que,
2011 Seja um novo e bom tempo!
Leo.SeximaginariuM

Ki Beleza disse...

Pura????

Essa pureza... repleta de desejos secretos...

É vc na foto?

Curiosa disse...

Lindíssimo teus poemas, Absinto ... gostei muito ...
um abraço.