segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ao meu cavalheiro


São as tuas coxas
no cinzel dos meus dedos
dedilhando cada parte e cada centímetro
resvalando tua virilha
e
d e s c e n d o ...
nessa vara de mirto
nessa clave mais forte
E o veio que se distende
retine no sino
soa libertinagem
E a língua já se estende
justaposta a tua rota
lambe delicada...
a linha das suas costas
e desce...
e
fixa-se vadia
e
se roça
até o desfalecimento
como uma doçura de gozo
adaga mais louca
me
a p e t e c e...


Posted By Absinto.

5 comentários:

Anderiad disse...

Adoraria ser o homem em q vc se inspira para escrever suas sutis e excitantes poesias...beijos gostosos em vc inteira

§ cristal § disse...

saudades de estar aqui...andei meia ausente mas voltar e encontrar poesias tão belas, escritas com tanta paixão é inspirador.

Bjsss!

luiz gustavo disse...

a fábula libélula



o que procuras ?
solitude ?

(l)ou
cura para sua dor ?

estrídulos ?

eu ?! suador de salamandras
como tu - gazela de pupilas movediças

sorvo-te visceral
flor-foguete
sorvete de cristal

pétala de absinto-
me
deslouco desnudando-a

nacos de fôlego
e suss
urros de ursa
leop
ardo

sobre estas rugas
cálido de cinabre
parto-te em dunas

( gengivas lábiosdelta perversa )

vestida de tussor de seda
e nastro de feltro persa
sob um pálio edul-
corado
de luz in festa
de hálito nardo de uvaia

urânia vulva de língua lésbia
no céu concreto da furna fulva
- a fábula libélula

Zaymond Zarondy(ZZ) disse...

Parabéns pelo blog, pelo talento e pelas criações. Receba minhas saudações e cumprimentos literários. ZZ

Zaymond Zarondy(ZZ) disse...

rt