segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Porque é preciso me rasgar por dentro...


pois sou ardor e chama latente
fogo, pira acesa, tocha de vulcano
arrepio de dorso, eriço de pele

(...) tenho pressa de romance
tenho fome de gente...

Sou torta... mas é no avesso que
me encontro
por dentro...
ora reta, parecendo santa,
com o oceano no ventre
no genuflexório das ondas
com as gaivotas latentes
sobrevoando-me...

s o b r e v o a n d o - ando-me-doando-me...

e é nessa ardência tão funda
que me flagro em febre alta
e tecida a umidade se reflete...
feito as algas transparentes

Porque é preciso me rasgar por dentro...


Posted By Absinto.

8 comentários:

Simplesmente disse...

excelente... tambem quero...

Mr.z disse...

hummm rasgooo

µrsiŋђα Ѽ  disse...

Profundo Delirante..

bjs de mel
ursinha

Anônimo disse...

Excelente seu blog e sua poesia...dá realmente vontade de estar com vc e experimentar todas as sensações que vc descreve e me remete...beijos...

eroticamenteincorreto disse...

TEM UM PRESENTINHO PRÁ VC NO MEU BLOG, DEPOIS PASSA LÁ,...

ABRAÇOS


http://eroticamenteincorreto.blogspot.com/2011/01/envaidecido.html

Escrevendo na Pele disse...

Obrigada pelo seu carinho, "Anônimo", beijos.

luiz gustavo disse...

geografia da alma


- escuridão:

um tremor de céus
invade as palavras

mostra-me as escamas
do meu rosto sem véu

- não olhe: a minha língua
em chamas

ela vadia e invólucra
lerda arrasta-se póstuma
pelas vias das minhas veias

“ melhor
morrer de poesia
que de azia ! “

( dizia o “ eu ” em seu “ mantra ” )

- onde estás salamandra ?

não está tua
face de mármore
na voragem dos dias
sob esta árvore de cílios ?

ou nesta línguagridoce
underground
que me leva aos delírios
do primeiro ao último round ?

a cor da lâmina
em meu pescoço
uma serpente a morder o rosto

a arma ardente
em minha mão
a interromper o coração

sei os loucos g
ritos
com o que me resta decifro-os

ah ! minha creta !
que imaculada medita
errâneos salferidos
que em mim habita

o touro de minos
uma constelação de ruínas
de mim apossou-se de mim
como poseidon do olimpo

- desço dos céus ao labirinto -

- chão de pétalas:
um caminho vermelho
me leva ao infinito...

André disse...
Este comentário foi removido pelo autor.